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Empresário Tiago Gomes de Souza durante a reconstituição do crime que resultou na morte de um idoso em Santos (Foto: Matheus Croce/TV Tribuna e Reprodução/Facebook).
Por: Editorial | 14/01/2026 09:12
O empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão pela morte de Cesar Fine Torresi, de 77 anos, ocorrida em junho de 2024, em Santos, no litoral de São Paulo. A sentença foi definida na madrugada desta quarta-feira (14), e o cumprimento da pena deverá ocorrer inicialmente em regime fechado. A defesa ainda pode recorrer da decisão.
O crime aconteceu nas proximidades do Shopping Praiamar e foi flagrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que o agressor corre em direção ao idoso e desfere um chute frontal no peito, conhecido popularmente como “voadora”, fazendo com que a vítima caísse imediatamente ao chão, na frente do neto.
Com o impacto da queda, o idoso bateu a cabeça no asfalto e sofreu traumatismo craniano. Pessoas que estavam no local acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), enquanto um médico que passava pela região tentou prestar os primeiros socorros. A vítima foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde sofreu três paradas cardíacas e morreu horas depois, apesar das tentativas de reanimação.
Após a agressão, Tiago, de 39 anos, tentou se esconder em um estabelecimento comercial próximo, mas foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar. O Ministério Público sustentou que o empresário assumiu o risco de provocar a morte ao empregar violência extrema contra uma pessoa idosa, caracterizando homicídio doloso qualificado. Inicialmente, o caso havia sido registrado como lesão corporal seguida de morte, mas a promotoria pediu a reclassificação do crime e uma pena mais severa.
Durante a reconstituição do crime, realizada no mesmo local da agressão, o réu chorou, ajoelhou-se e pediu desculpas. À polícia, ele confessou a agressão e alegou fazer uso de medicamentos psiquiátricos. A defesa afirmou que o empresário teria perdido o controle após uma advertência feita pela vítima, versão rejeitada pelo Ministério Público, que considerou o crime motivado por futilidade. Com informações: Bacci Notícias
