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Travessia provisoria, impacto permanente: balsa no rio Piquiri congestiona a BR-272


Solucão emergencial nao consegue atender a demanda da BR-272.
Fila de veiculos na BR-272 durante a espera pela balsa no rio Piquiri. Fotos: Vagner Delaporte/OBemdito. Por: Editorial | 14/01/2026 20:12

Mesmo apos uma semana de operacao, a balsa que realiza a travessia do rio Piquiri, na BR-272, continua a provocar longas filas nos dois sentidos da rodovia. O tempo de espera varia entre uma hora e meia e duas horas, podendo ser maior nos periodos de pico. Sob sol intenso, motoristas e passageiros aguardam a margem da estrada, evidenciando as limitacoes da solucao emergencial.

O impacto e amplo, mas mais acentuado para quem depende do trecho com frequencia. Empresas de transporte e trabalhadores do setor ja sentem os efeitos da demora, o que leva a ajustes na cadeia logistica regional, com a busca por rotas e fornecedores alternativos.

Custo elevado e escolhas forcadas

Motorista de caminhao e morador de Ipora, Gilberto Callegaro afirma que a travessia se tornou um obstaculo cotidiano. Transportando areia, ele utiliza regularmente a BR-272 e relata que o desvio por Palotina e Terra Roxa nao e viavel para veiculos pesados.

Segundo Callegaro, a rota alternativa eleva significativamente os custos, com maior consumo de combustivel e ampliacao do tempo de deslocamento. Diante disso, a balsa, apesar da lentidao, acaba sendo a opcao menos onerosa para caminhoes de grande porte.

A avaliacao muda para veiculos leves. Para carros de passeio, o desvio compensa. "Em cerca de 40 minutos e possivel completar o trajeto", observa, indicando que o ganho de tempo supera os custos adicionais.

Efeitos sobre o abastecimento regional

As consequencias vao alem da definicao de rotas. Atuando no transporte de areia e pedra, Callegaro relata que parte do setor ja passou a buscar fornecedores em cidades que nao exigem a travessia do rio Piquiri neste ponto da BR-272, como forma de evitar atrasos e prejuizos.

Mesmo quando tecnicamente possivel, o desvio encarece o transporte e eleva o custo final dos produtos. O impacto tende a atingir obras, empresas e consumidores, ampliando os efeitos economicos para alem da rodovia.

Enquanto isso, a balsa segue operando sem absorver a demanda. A ligacao entre Francisco Alves e Terra Roxa permanece como um gargalo logistico relevante, expondo a fragilidade da infraestrutura disponivel.

Operacao provisoria e sem prazo definido

Atualmente, a balsa opera das 6h30 as 18h30, horario que sera mantido ate a instalacao de iluminacao no local. Com essa estrutura, a previsao e de funcionamento continuo. Cada travessia leva, em media, 15 minutos, sem considerar o tempo de espera.

O servico teve inicio em 8 de janeiro, com uma unica embarcacao. A previsao oficial e de que uma segunda balsa entre em operacao em ate 30 dias. Cada unidade tera capacidade para ate 200 toneladas por travessia, incluindo veiculos leves e de carga.

A medida e provisoria e foi adotada apos a interdicacao total da ponte sobre o rio Piquiri, onde o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) executa obras de recuperacao estrutural. O orgao afirma que a prioridade e garantir a seguranca dos usuarios da BR-272.

A ponte segue fechada por tempo indeterminado. Ate o momento, nao ha previsao para a liberacao total da estrutura, enquanto os trabalhos de recuperacao continuam. Com informações Obemdito




Diário do Interior MS
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