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Lula diz que salário mínimo de R$ 1.621 ainda não atende às necessidades dos trabalhadores


Durante evento pelos 90 anos do salário mínimo, presidente defendeu reajustes contínuos e valorização do piso nacional.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante cerimônia na Casa da Moeda em comemoração aos 90 anos do salário mínimo (Foto: Divulgação/Presidência da República). Por: Editorial | 16/01/2026 14:31

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira, 16, que o salário mínimo vigente em 2026, fixado em R$ 1.621, ainda é insuficiente para atender às necessidades básicas dos trabalhadores brasileiros. A declaração foi feita durante cerimônia realizada na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, em comemoração aos 90 anos da criação do salário mínimo no país.

Segundo Lula, a defesa de um piso salarial mais justo deve ser uma responsabilidade permanente do governo e da sociedade. O presidente ressaltou que o objetivo do evento não foi exaltar o valor atual do mínimo, mas destacar a importância histórica da criação de um patamar legal de remuneração no Brasil.

O presidente destacou que o salário mínimo tem impacto direto sobre trabalhadores sem representação sindical e aposentados, que dependem do piso como principal referência de renda. Para ele, o crescimento econômico do país deve ser compartilhado com quem produz, já que o avanço do Produto Interno Bruto é resultado direto do trabalho da população.

Desde 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, representando um reajuste de 6,7%. O governo federal defende a manutenção da política de valorização real do piso, retomada em 2023. Dados do IBGE apontam que 35,3% dos trabalhadores brasileiros, cerca de 31,3 milhões de pessoas, recebiam até um salário mínimo em 2022, o que evidencia o alcance social da medida.

O modelo atual de correção considera a inflação medida pelo INPC do ano anterior e o crescimento do PIB de dois anos antes, respeitando os limites do arcabouço fiscal entre 2025 e 2030. A regra foi estabelecida pela Lei nº 14.663/2023, que tornou permanente a política de valorização do salário mínimo e garantiu previsibilidade para trabalhadores, empresas e contas públicas. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, o ganho real acumulado acima da inflação foi de 11,8%.

Durante o evento, Lula também defendeu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada no mesmo contexto histórico do salário mínimo, ressaltando que ambos foram instrumentos fundamentais para assegurar direitos básicos aos trabalhadores.

A cerimônia contou com a presença de ministros de Estado e do presidente do Banco Central. Na ocasião, foram lançadas medalhas comemorativas pelos 90 anos do salário mínimo e pelos 20 anos da política de reajuste real. Segundo estimativas do governo, o reajuste de 2026 deve injetar cerca de R$ 82 bilhões na economia e beneficiar diretamente mais de 62 milhões de pessoas, entre trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais. Com informações: IstoÉDinheiro




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