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Presidente Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante cerimônia de celebração do acordo entre Mercosul e União Europeia (Foto: Reprodução/g1).
Por: Editorial | 17/01/2026 07:31
A União Europeia negocia com o Brasil um acordo voltado à cooperação e a investimentos conjuntos em matérias-primas críticas, como lítio, níquel e terras raras. A informação foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante cerimônia realizada no Rio de Janeiro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em celebração à assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
Segundo von der Leyen, a cooperação em minerais estratégicos será um dos pilares da relação entre o Brasil e o bloco europeu. Ela destacou que esses insumos são fundamentais para a transição energética, a digitalização da economia e a independência estratégica em um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas.
A presidente da Comissão Europeia ressaltou que os minerais críticos são essenciais para projetos ligados à economia verde e à transformação tecnológica, além de serem cada vez mais utilizados como instrumentos de influência política no cenário global. Para ela, a parceria com o Brasil contribuirá para diversificar fornecedores e reduzir dependências externas.
O anúncio ocorre em meio ao aumento do interesse internacional pelos recursos minerais brasileiros. Os Estados Unidos também têm sinalizado atenção especial ao tema, especialmente após o retorno de Donald Trump ao governo norte-americano. O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, ficando atrás apenas da China, mas ainda exporta grande parte desses minerais sem processamento industrial, o que limita o valor agregado à economia nacional.
Durante o discurso, Ursula von der Leyen classificou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia como um arranjo de benefício mútuo e encerrou sua fala em português, reforçando o caráter estratégico e político da aproximação entre os dois lados.
As terras raras, formadas por um grupo de 17 elementos químicos, são indispensáveis para a produção de turbinas eólicas, veículos elétricos, semicondutores, equipamentos médicos e tecnologias militares. Atualmente, a China domina o refino e o processamento desses minerais, enquanto União Europeia e Estados Unidos buscam alternativas para garantir segurança no fornecimento. Nesse contexto, o Brasil passa a ocupar posição central na disputa global por minerais estratégicos.Com informações: g1
