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Tecnologia e hábitos ajudam a reduzir gastos com o uso do ar-condicionado


Escolha do aparelho, temperatura adequada e cuidados na utilização podem diminuir significativamente o impacto do equipamento na conta de luz.
A escolha do aparelho e o uso correto do ar-condicionado ajudam a reduzir o consumo de energia nos meses mais quentes (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil) Por: Editorial | 19/01/2026 07:53

O uso do ar-condicionado pode representar até 40% do consumo de energia elétrica em residências durante os meses mais quentes do ano, dependendo do modelo, da potência e do tempo de funcionamento. Apesar disso, especialistas apontam que, com escolhas adequadas e cuidados simples, o equipamento pode deixar de ser um vilão da conta de luz e se tornar um aliado do consumidor.

Em entrevista à Agência Brasil, o especialista em pesquisa e desenvolvimento da fabricante Gree, Romenig Magalhães, destacou que a tecnologia do aparelho é um dos fatores mais importantes para a economia de energia. Segundo ele, modelos equipados com tecnologia inverter oferecem maior controle do consumo e podem reduzir o gasto energético em até 40% nos dias mais quentes.

Os aparelhos inverter funcionam de forma mais eficiente porque evitam picos de energia provocados pelo liga e desliga constante do motor. Esse controle mais estável melhora o desempenho, reduz o desperdício de eletricidade e ainda contribui para prolongar a vida útil do equipamento.

O consumo mensal também varia conforme a potência do aparelho, medida em BTUs, e o tempo de uso. Um ar-condicionado residencial com capacidade entre 9 mil e 12 mil BTUs pode consumir de 15 a 45 quilowatts-hora por mês em uso moderado. Já modelos mais antigos, sem tecnologia inverter, tendem a consumir mais energia, especialmente em períodos de bandeira tarifária vermelha, o que impacta diretamente o orçamento das famílias.

Outro ponto fundamental é a atenção ao selo de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os aparelhos classificados com selo A apresentam menor consumo de energia e são mais vantajosos a longo prazo, apesar de, muitas vezes, terem custo inicial mais elevado.

Além da escolha do equipamento, os cuidados no uso diário também influenciam no consumo. Manter portas e janelas fechadas enquanto o ar-condicionado estiver ligado, assim como proteger o ambiente da incidência direta do sol com cortinas e persianas, ajuda a manter a temperatura interna estável e reduz o esforço do aparelho.

A manutenção periódica é outro fator essencial. Filtros sujos e a falta de revisões técnicas comprometem a eficiência do equipamento e elevam o consumo de energia. Segundo o especialista, manter a limpeza em dia evita perdas de desempenho e gastos desnecessários.

A definição da temperatura também interfere diretamente no consumo. De acordo com Magalhães, manter o ar-condicionado ajustado entre 23 e 25 graus é suficiente para garantir conforto térmico e economia de energia. Temperaturas muito baixas, entre 16 e 20 graus, aumentam significativamente o consumo e podem causar desconforto, além de deixar o ambiente com ar excessivamente seco.

Outra recomendação é utilizar a função “Sono”, disponível em muitos aparelhos. Esse recurso ajusta a temperatura de forma gradual durante a noite, reduzindo o consumo de energia sem comprometer o conforto do usuário ao longo do descanso.

Com a combinação de tecnologia adequada, uso consciente e manutenção regular, é possível aproveitar os benefícios do ar-condicionado sem grandes impactos na conta de luz. Com informações: Agência Brasil




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