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Nuvem funil registrada em Paulo Frontin, no sul do Paraná, durante período de instabilidade atmosférica (Foto: Reprodução).
Por: Editorial | 19/01/2026 16:10
O Paraná registrou quatro ocorrências de nuvem funil em um intervalo de apenas nove dias, conforme levantamento do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Os registros foram feitos em diferentes regiões do Estado ao longo da primeira quinzena de janeiro de 2026 e chamaram a atenção por estarem associados a condições favoráveis à formação de tempestades severas.
A nuvem funil recebe esse nome devido à sua aparência em formato de funil, que se projeta a partir da base de nuvens do tipo cumulonimbus ou cúmulus. Trata-se de uma coluna de ar em rotação que só passa a ser considerada um tornado quando atinge o solo, provocando ventos intensos e danos.
O primeiro caso do ano ocorreu no dia 9 de janeiro, em Ponta Grossa. Em seguida, no dia 11, o fenômeno foi registrado em Paulo Frontin, próximo à divisa com Santa Catarina. No dia 15, uma nuvem funil foi observada em São Jorge do Ivaí, na região de Maringá, e o episódio mais recente aconteceu no sábado (17), em Arapongas.
De acordo com o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, as nuvens funil são relativamente comuns no Paraná, especialmente durante a primavera e o verão, quando a combinação de calor, umidade e instabilidade atmosférica favorece o desenvolvimento de tempestades. Em muitos casos, esses fenômenos nem chegam a ser registrados por ocorrerem em áreas pouco habitadas.
“O calor e a umidade são os principais ingredientes para tempestades severas. Sistemas como frentes frias e áreas de convergência, mesmo atuando à distância, podem intensificar essas tempestades e favorecer a formação de estruturas mais severas”, explicou Kneib.
Segundo o especialista, quando há cisalhamento do vento — variação de direção e intensidade em diferentes camadas da atmosfera — as tempestades podem evoluir para supercélulas, que apresentam forte desenvolvimento vertical e rotação interna. Esse processo pode dar origem às nuvens funil.
Embora não representem perigo direto à população em solo, as nuvens funil exigem atenção, pois podem evoluir para tornados. A orientação é buscar abrigo em locais seguros, preferencialmente construções de alvenaria, e acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil. O Simepar mantém monitoramento constante e a população pode receber avisos enviando o CEP por SMS para o número 40199. Com informações: Banda B.
