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Ibovespa atinge 170 mil pontos pela primeira vez na história e dólar recua em meio a cenário internacional e decisão do BC


Entrada de capital estrangeiro, atenção ao Fórum de Davos e liquidação do Will Bank impulsionam bolsa brasileira, enquanto moeda americana registra queda.
Notas de dólar americano ilustram a queda da moeda frente ao real em dia de recorde histórico do Ibovespa, que ultrapassou os 170 mil pontos (Foto: Luisa Gonzalez/Reuters). Por: Editorial | 21/01/2026 13:25

O Ibovespa alcançou, nesta quarta-feira (21), o patamar histórico de 170 mil pontos pela primeira vez desde a criação do índice. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela entrada de investidores estrangeiros, pela valorização de ações de grandes empresas brasileiras e pelo cenário político e econômico internacional. Por volta das 13h, o principal índice da B3 avançava cerca de 2,18%, enquanto o dólar operava em queda de 0,98%, sendo cotado a R$ 5,3282.

Na véspera, a moeda americana havia fechado em alta de 0,30%, a R$ 5,3802, enquanto o Ibovespa encerrou o pregão com valorização de 0,87%, aos 166.277 pontos. Segundo analistas, o movimento desta quarta-feira reflete uma maior aversão ao risco nos mercados desenvolvidos, especialmente diante das tensões entre Estados Unidos e Europa relacionadas à Groenlândia, o que levou investidores a buscar alternativas em mercados emergentes, como o Brasil.

De acordo com o economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, parte do fluxo estrangeiro migrou para ativos brasileiros considerados mais resilientes, como as ações de grandes companhias, conhecidas como blue chips, entre elas Itaú, Vale, Bradesco, Eneva e Petrobras. Outro fator que contribuiu para o otimismo foi a divulgação de pesquisa do instituto Atlas, que indicou aproximação entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trazendo expectativas de alternância no ciclo político.

Com a agenda econômica esvaziada, o mercado voltou as atenções para a política. No exterior, investidores acompanharam o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, realizado em meio a um ambiente de recentes tensões diplomáticas. Trump elevou o tom nos últimos dias ao defender a aquisição da Groenlândia e ameaçar impor tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses, após o presidente Emmanuel Macron rejeitar integrar um conselho proposto para Gaza.

Ainda nos Estados Unidos, a Suprema Corte realizou audiência sobre a tentativa de Trump de demitir Lisa Cook da diretoria do Federal Reserve, caso que pode abrir precedentes jurídicos e levantar questionamentos sobre a independência do banco central americano.

No cenário doméstico, pesou também a decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial da Will Financeira, controladora do Will Bank, integrante do conglomerado do Banco Master. Segundo o BC, a medida foi adotada devido ao comprometimento da situação econômica da instituição e à incapacidade de honrar compromissos financeiros, em razão da influência exercida pelo Banco Master, que já havia sido liquidado em novembro.

No acumulado, o dólar registra alta de 0,14% na semana, mas queda de 1,98% no mês e no ano. Já o Ibovespa acumula ganhos de 0,90% na semana, 3,20% no mês e no ano.

No exterior, as bolsas de Wall Street operavam em leve alta após um dia de forte queda. O movimento foi impulsionado por declarações de Trump em Davos, nas quais afirmou não pretender usar força para assumir o controle da Groenlândia, embora tenha defendido negociações para a compra do território. Mesmo assim, investidores seguem cautelosos diante da possibilidade de novas tarifas comerciais e do agravamento das tensões geopolíticas. Com informações: g1




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