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O ministro Guilherme Boulos durante entrevista no programa “Bom Dia, Ministro”, em que defendeu a revisão da escala 6×1 e citou impactos positivos da alteração na jornada de trabalho para a produtividade e a vida dos trabalhadores. Foto: Divulgação.
Por: Editorial | 21/01/2026 15:10
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que o fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um — pode representar um avanço social e econômico para o país. Segundo ele, a revisão da jornada tem potencial para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade no mercado de trabalho brasileiro.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Na ocasião, Boulos destacou que a proposta faz parte da agenda prioritária do governo federal para 2026 e já está sendo debatida com lideranças do Congresso Nacional. A expectativa do Executivo é que o tema avance ainda neste semestre.
De acordo com o ministro, a ideia em discussão é estabelecer uma jornada máxima de 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução de salários. Ele ressaltou que o Brasil ainda adota um modelo de trabalho considerado exaustivo em comparação a outros países, especialmente em setores como comércio e serviços, onde a escala 6×1 é amplamente utilizada.
Boulos afirmou que estudos e experiências internacionais indicam que jornadas mais equilibradas tendem a gerar trabalhadores mais saudáveis, motivados e produtivos, reduzindo afastamentos por problemas de saúde e aumentando o desempenho no ambiente profissional. “Trabalhar menos dias não significa produzir menos. Pelo contrário, o descanso adequado melhora a capacidade de concentração e eficiência”, afirmou.
O ministro também destacou o impacto social da proposta. Segundo ele, a ampliação do tempo livre permite maior convivência familiar, acesso a atividades culturais e educacionais e melhora geral no bem-estar da população. “Estamos falando de dignidade no trabalho e de um modelo que respeite a vida das pessoas”, disse.
Apesar do apoio de centrais sindicais e movimentos sociais, a proposta ainda enfrenta resistência de setores empresariais, que demonstram preocupação com possíveis impactos nos custos e na organização do trabalho. Boulos afirmou que o governo está aberto ao diálogo e que a construção da medida será feita de forma gradual e negociada.
O debate sobre a escala 6×1 ganhou força nos últimos anos e passou a integrar a pauta nacional sobre direitos trabalhistas e desenvolvimento econômico. Para o governo, a mudança na jornada representa um passo importante na modernização das relações de trabalho no país. Com informações: Agência Gov | via Secom.
