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Araras-canindés são reintroduzidas na Floresta da Tijuca em ação do projeto Refauna, marcando o retorno da espécie ao Rio de Janeiro após mais de 200 anos (Foto: Reprodução/TV Globo).
Por: Editorial | 22/01/2026 07:11
Pesquisadores realizaram um marco histórico na conservação da fauna ao reintroduzir araras-canindés na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, mais de dois séculos após o desaparecimento da espécie na região. A ação faz parte do projeto Refauna, que busca restaurar espécies nativas em ecossistemas degradados, com apoio do ICMBio e de outras instituições ambientais.
As quatro araras-canindés foram transferidas em junho do interior de São Paulo para o Parque Nacional da Tijuca, onde passaram por cerca de sete meses de adaptação em um viveiro instalado na mata. Durante esse período, as aves foram treinadas para reconhecer alimentos naturais da floresta e desenvolver habilidades essenciais para a sobrevivência em ambiente livre.
Segundo os pesquisadores, o processo de reintrodução exige cuidados rigorosos para minimizar o estresse dos animais e aumentar as chances de sucesso. No dia da soltura, o acesso ao recinto foi restrito, garantindo um ambiente tranquilo para o momento do primeiro voo.
Cada ave apresentou um comportamento diferente ao ganhar liberdade. A arara chamada Fernanda foi a primeira a voar, demonstrando segurança e agilidade. Suelli levou mais tempo e se mostrou cautelosa, enquanto Fátima aguardou três dias antes de deixar o viveiro e explorar a floresta.
O plano do projeto prevê a soltura de mais seis araras-canindés ainda no primeiro semestre, seguindo o mesmo protocolo de adaptação. A meta para os próximos cinco anos é estabelecer uma população de pelo menos 50 aves na região, contribuindo para a recuperação ecológica e o equilíbrio ambiental.
Especialistas ressaltam que o sucesso da iniciativa depende não apenas do trabalho científico, mas também do comprometimento da sociedade na preservação dos parques urbanos do Rio de Janeiro, como o Parque Nacional da Tijuca e o Parque Estadual da Pedra Branca. Após a soltura, as aves continuam sendo monitoradas por meio de anilhas e colares de identificação, permitindo o acompanhamento de seus deslocamentos e comportamento.
A presença das araras já desperta entusiasmo entre moradores e visitantes, que celebram o retorno das cores e sons característicos da espécie ao cenário da cidade. Com informações: g1
