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Desaparecimento de crianças no Maranhão leva polícia a mudar estratégia após 21 dias sem vestígios


Depoimento de menino de 8 anos e ausência de pistas concretas fazem autoridades redirecionarem buscas e priorizarem investigação em Bacabal.
Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem desaparecidos após 21 dias, enquanto a polícia redireciona as buscas e intensifica a investigação em Bacabal (Foto: Reprodução/TV Globo). Por: Editorial | 24/01/2026 09:25

O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa 21 dias neste sábado (24) e motivou uma mudança na estratégia das buscas em Bacabal, no Maranhão. A decisão foi tomada após o depoimento do primo de 8 anos, que estava com as crianças no dia do desaparecimento, e diante da ausência de vestígios relevantes nas áreas já vasculhadas.

Após semanas de varreduras em regiões de mata, áreas rurais e no entorno do rio Mearim, as forças de segurança informaram que as buscas em larga escala serão reduzidas. A partir de agora, a investigação policial passa a ter prioridade, com ações mais direcionadas e foco na apuração de informações colhidas ao longo do inquérito.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão, equipes continuam em prontidão para retomar buscas em locais específicos caso novos indícios surjam. As operações no rio Mearim seguem em andamento, com apoio de equipes especializadas e grupos preparados para atuar em áreas de mata e lago.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que o trabalho continua, mas com redistribuição dos esforços entre as forças policiais. Segundo ele, a Polícia Militar e a Polícia Civil devem intensificar as atividades investigativas, enquanto buscas pontuais serão realizadas conforme a necessidade.

Para ampliar o alcance da procura pelas crianças, foi acionado o protocolo Amber Alert, coordenado pela Polícia Civil. O sistema emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento infantil e utiliza plataformas digitais para divulgar imagens e informações das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do ocorrido.

Depoimento do primo contribui para a investigação
Com autorização da Justiça do Maranhão, o menino de 8 anos, encontrado com vida após três dias perdido na mata, passou a auxiliar as equipes de busca. Após receber alta hospitalar, ele acompanhou os agentes em incursões pela região e indicou os últimos caminhos percorridos com os primos antes da separação.

O relato ajudou a reconstruir parte do trajeto feito pelas crianças dentro da mata e a esclarecer como o grupo teria se dispersado. Segundo o menino, a intenção inicial era ir até um pé de maracujá próximo à casa de um familiar, mas o grupo entrou por um trecho alternativo da mata para evitar ser visto por um parente. A partir desse ponto, teriam se perdido.

Ele também afirmou que não havia adultos acompanhando o trajeto e que as crianças não encontraram alimentos durante o percurso. Por conta da exposição do caso, uma rede de proteção foi criada para garantir o acompanhamento psicológico e evitar qualquer tipo de assédio ao menino.

A “casa caída” e o ponto de separação
Uma das principais pistas mencionadas pelo garoto foi a existência de uma casa abandonada ao longo do caminho. Ele descreveu o local como uma estrutura muito deteriorada, com objetos antigos e sinais de abandono. As informações foram confirmadas pelas equipes de investigação e por rastreamento realizado com cães farejadores.

Segundo o depoimento, as crianças chegaram a se abrigar próximo a uma árvore nas imediações dessa construção. Foi nesse ponto que, de acordo com o relato, ocorreu a separação entre o menino e os dois irmãos desaparecidos, cada um seguindo por direções diferentes.

O delegado responsável pelo caso afirmou que o menino não soube informar com clareza se tentou buscar ajuda ou retornar ao ponto inicial, mas destacou que as outras duas crianças já estariam exaustas no momento da separação.

Mais de 200 quilômetros percorridos nas buscas
Durante os primeiros 20 dias de operações, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em ações por terra e por água, incluindo regiões de mata fechada e de difícil acesso. Mais de mil pessoas, entre agentes de forças de segurança estaduais, federais e voluntários, participaram das buscas.

O inquérito policial já ultrapassa 200 páginas e conta com apoio de sistemas nacionais de consulta a bancos de dados de outros estados. O caso segue sob protocolo de desaparecimento, com divulgação contínua de informações e imagens nas redes sociais para ampliar o alcance das buscas. Com informações: g1




Diário do Interior MS
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