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Técnico de enfermagem suspeito de aplicar substâncias letais em pacientes no Hospital Anchieta (Foto: TV Globo/Reprodução)
Por: Editorial | 26/01/2026 14:14
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga mortes ocorridas no Hospital Anchieta, envolvendo profissionais que deveriam zelar pela vida dos pacientes. Um técnico de enfermagem foi preso acusado de matar três pessoas ao injetar cloreto de potássio e desinfetante em pacientes internados na UTI. Outras duas técnicas de enfermagem estão presas e a polícia apura se há mais vítimas.
Segundo a investigação, os crimes ocorreram em 17 de novembro de 2025, quando dois pacientes sofreram paradas cardíacas e morreram horas depois. As vítimas estavam internadas por diferentes motivos médicos e, conforme a sindicância do hospital, as mortes tiveram relação direta com a conduta do técnico e das duas técnicas.
De acordo com a perícia, o técnico aplicava cloreto de potássio, uma substância controlada com indicações médicas específicas, e posteriormente desinfetante diretamente nas veias dos pacientes, provocando choque circulatório e paradas cardíacas imediatas. As câmeras de segurança da UTI registraram todos os atos, inclusive o uso de senhas de médicos ausentes para registrar a prescrição do medicamento.
As investigações apontam que o técnico realizava as aplicações durante procedimentos de reanimação, mesmo na presença das outras duas técnicas, que não impediram os atos. Algumas vítimas sobreviveram inicialmente após intervenções médicas, mas acabaram falecendo após novas aplicações da substância. Entre os pacientes mortos está um internado com suspeita de pancreatite, que sofreu múltiplas paradas cardíacas antes de falecer.
O técnico de enfermagem está preso temporariamente e, em depoimento, apresentou justificativas inconsistentes, alegando excesso de movimento no hospital e suposto “alívio da dor” dos pacientes. As duas técnicas presas negam participação intencional, e uma delas relatou ter sido manipulada pelo técnico devido a um relacionamento entre ambos.
O Conselho Regional de Enfermagem do DF afirmou preocupação com a repercussão do caso, ressaltando que a conduta investigada não representa a categoria. O Hospital Anchieta destacou que repudia os atos criminosos e que se tratou de conduta individual, praticada à revelia da instituição, rapidamente identificada e investigada. Com informações: g1
