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Vendedor de algodão-doce é preso em Cascavel por filmar crianças e investigação revela histórico de abusos sexuais


Idoso de 70 anos foi detido em flagrante no Ginásio Ciro Nardi; após a prisão, ex-acolhida de Casa Lar relatou crimes cometidos pelo suspeito há quase duas décadas.
O suspeito tentou excluir as evidências do celular antes da chegada das autoridades locais (Foto: Reprodução/CGN). Por: Editorial | 27/01/2026 14:29

Um homem de 70 anos, que trabalhava como vendedor ambulante de algodão-doce, foi preso em flagrante pela Polícia Militar no parquinho do Ginásio de Esportes Ciro Nardi, em Cascavel, no último domingo (25). A detenção ocorreu após o suspeito ser flagrado filmando duas crianças, um menino de três anos e uma menina de dois, sem o consentimento dos responsáveis. De acordo com o relato dos pais, a mãe das vítimas percebeu o comportamento suspeito e confrontou o idoso, que inicialmente negou a ação e reagiu com agressividade.

Ao ser ameaçado com o acionamento policial, o vendedor tentou apagar os arquivos de seu aparelho celular, mas foi impedido pela mãe das crianças, que visualizou não apenas as imagens de seus filhos, mas também registros de outros menores de idade. Com a chegada da Polícia Militar, verificou-se que o indivíduo já possuía antecedentes por comportamentos inadequados. O caso ganhou uma nova dimensão quando, após a divulgação da prisão, uma empresária de 32 anos, atualmente residente em Curitiba, reconheceu o agressor e procurou as autoridades para relatar abusos sofridos durante a adolescência.

A vítima relatou que, entre os 13 e 15 anos, viveu em uma Casa Lar em Cascavel, onde o idoso e sua esposa atuavam como cuidadores. Segundo o depoimento, as jovens eram submetidas a abusos psicológicos e sexuais, sendo forçadas a manter contato físico com o homem sob o pretexto de respeito familiar. A mulher descreveu episódios em que o suspeito espionava as adolescentes trocando de roupa ou dormindo, além de praticar atos libidinosos diante delas. Na época, a vítima chegou a apresentar provas materiais dos crimes à direção de sua escola, mas afirmou que o material foi destruído e ela acabou desacreditada e transferida de instituição. Com a prisão atual, a denunciante e outras mulheres que passaram pela mesma situação buscam justiça pelos crimes ocorridos no passado. Com informações: Banda B




Diário do Interior MS
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