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Jovem de 13 anos é hospitalizada após ataque de cascavel em Umuarama


Paciente recebeu soro específico e permanece internada para monitoramento clínico.
Serpentes ficam mais ativas no verão, período que concentra maior risco de acidentes no Paraná, segundo a Secretaria da Saúde (Emanuel Marques da Silva/SESA). Por: Editorial | 27/01/2026 16:25

Uma adolescente de 13 anos foi encaminhada ao Hospital e Maternidade Norospar, em Umuarama, depois de ser vítima de um acidente com uma cobra cascavel. O atendimento ocorreu na noite de segunda-feira (26), quando a jovem deu entrada no pronto-socorro da instituição às 23h47.

Conforme informou o hospital, o primeiro socorro foi prestado no Pronto Atendimento Municipal. Após avaliação inicial e regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a paciente foi transferida em ambulância para o Norospar, onde recebeu atendimento especializado.

Na unidade hospitalar, a equipe médica iniciou imediatamente o protocolo indicado para casos de envenenamento, com a aplicação de soro anticrotálico. Depois da estabilização do quadro, a adolescente foi encaminhada à Enfermaria Pediátrica, onde segue sob acompanhamento médico, realizando exames laboratoriais e avaliações periódicas.

Segundo boletim divulgado pelo hospital, a paciente apresenta condição clínica estável, encontra-se consciente e orientada, porém ainda não há definição sobre liberação hospitalar.

O Corpo de Bombeiros também foi acionado para capturar a serpente, localizada na rua Miguel de Cervantes, no Conjunto Habitacional Sonho Meu. A ação teve como objetivo eliminar riscos à comunidade local.

Em comunicado oficial, o Hospital e Maternidade Norospar destacou que mantém atuação baseada em protocolos rigorosos, priorizando atendimento rápido, seguro e responsável.

Situação de alerta no Paraná

As autoridades de saúde do Paraná mantêm atenção reforçada durante o verão devido ao aumento do risco de acidentes envolvendo serpentes, favorecido pelas altas temperaturas e pela umidade. Dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicam que, ao longo de 2025, foram contabilizados 863 registros desse tipo.

A maior parte dos casos ocorreu fora do perímetro urbano, com 680 notificações em áreas rurais. Já os centros urbanos concentraram 171 ocorrências, enquanto regiões periurbanas somaram 12 registros. Apesar da redução em relação a anos anteriores, o período quente continua sendo considerado crítico.

As estatísticas mostram que serpentes do gênero Bothrops, como jararacas e urutus, são responsáveis pela maioria dos acidentes. As cascavéis aparecem em segundo lugar, seguidas pelas corais verdadeiras.

Cuidados e procedimentos recomendados

Levantamentos da área de vigilância em saúde apontam que a utilização de equipamentos de proteção, como botas fechadas, perneiras e calçados resistentes, pode reduzir significativamente a chance de acidentes. A recomendação vale especialmente para atividades em áreas verdes, terrenos baldios, lavouras e jardins.

Outro ponto importante é manter áreas residenciais limpas, evitando o acúmulo de entulho, restos de madeira e vegetação densa, ambientes propícios à presença de animais peçonhentos.

Em situações de picada, a orientação das autoridades é higienizar o local com água e sabão e procurar atendimento médico com urgência. Técnicas caseiras, como torniquetes, cortes ou sucção do veneno, não devem ser utilizadas, pois podem agravar o quadro.

O Paraná dispõe atualmente de 225 unidades de saúde preparadas para atendimento de acidentes com animais peçonhentos, com acesso gratuito ao soro pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com informações: Obendito.




Diário do Interior MS
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