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Abacate, cão comunitário morto após ser baleado em Toledo, no Paraná (Foto: Reprodução/Instagram via @cimouraa).
Por: Editorial | 28/01/2026 09:50
O cachorro comunitário conhecido como Abacate morreu na terça-feira, 27 de janeiro de 2026, após ser baleado no município de Toledo, no oeste do Paraná. O animal era cuidado por moradores do bairro Tocantins e era considerado parte da rotina e do convívio da comunidade local.
De acordo com a coordenadora de Proteção e Defesa Animal de Toledo, Cinthia Moura, Abacate foi encontrado ferido na manhã de terça-feira por moradores da região, que imediatamente o levaram a um hospital veterinário particular para atendimento de emergência. O cão passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo Cinthia, o disparo atingiu o intestino do animal, causando um quadro grave. Apesar dos esforços da equipe veterinária, o estado de saúde se agravou e Abacate acabou morrendo em decorrência das complicações provocadas pelo tiro.
A médica veterinária responsável pelo atendimento acionou a Coordenação de Proteção e Defesa Animal do município, que encaminhou o caso à Polícia Civil do Paraná para investigação. Até o momento, não há informações sobre a autoria do disparo, e as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre suspeitos.
A Polícia Civil do Paraná foi procurada pela imprensa, mas não respondeu aos pedidos de posicionamento até a última atualização da reportagem. O caso segue sob apuração.
Moradores do bairro Tocantins manifestaram tristeza e revolta com a morte do animal. O morador Leandro Volanick compartilhou fotos de Abacate nas redes sociais e prestou uma homenagem, pedindo justiça e afirmando que o cão não pode ser esquecido.
Segundo Volanick, a comunidade organizou uma manifestação para o próximo sábado, 31 de janeiro, às 10h, no Parque do Povo de Toledo, com o objetivo de cobrar providências das autoridades e reforçar a luta contra a violência praticada contra animais.
A morte de Abacate ocorre na mesma semana em que ganhou repercussão nacional o caso do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, Santa Catarina. O animal foi agredido por um grupo de adolescentes no início do mês e, devido à gravidade das lesões, precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, Orelha sofreu agressões na região da cabeça. A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento e cumpriu mandados de busca e apreensão em suas residências, recolhendo celulares e notebooks para auxiliar nas investigações.
Os dois casos reacendem o debate sobre maus-tratos contra animais e reforçam a cobrança por punições mais rigorosas, políticas públicas de proteção animal e maior conscientização da população. Com informações: Estadão
