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Cleber Rosa de Oliveira, síndico preso após confessar o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera).
Por: Editorial | 28/01/2026 13:09
O síndico do condomínio onde a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, havia desaparecido há mais de um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás, confessou o homicídio e levou a polícia até o local onde deixou o corpo da vítima. A informação foi apurada pela TV Anhanguera e confirmada por autoridades envolvidas na investigação. O suspeito, de 49 anos, foi preso na madrugada desta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026.
Segundo o delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pelo caso, além do síndico, o filho dele, também foi preso, suspeito de participação no crime. O porteiro do prédio onde Daiane morava e foi vista pela última vez foi conduzido coercitivamente à delegacia para prestar esclarecimentos. O nome dele não foi divulgado. Até a última atualização da reportagem, a defesa do síndico não havia se manifestado.
De acordo com a apuração da TV Anhanguera, o corpo da corretora foi abandonado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, às margens da rodovia GO-213, que liga o município a Ipameri e Pires do Rio. O Corpo de Bombeiros participa da operação de retirada dos restos mortais, localizados em uma região de barranco.
Cleber afirmou à polícia que agiu sozinho e que o crime ocorreu após uma discussão acalorada com Daiane no dia 17 de dezembro de 2025, data em que ela desapareceu. Ele relatou que deixou o condomínio dirigindo sua picape, com o corpo da vítima na carroceria.
Imagens de câmeras de segurança já obtidas pela polícia mostram o síndico saindo do condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento. O registro contraria a versão inicial apresentada por ele em depoimento, quando afirmou que não havia saído do local naquela noite.
As investigações também apontam um histórico de conflitos entre o suspeito e Daiane. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), os desentendimentos teriam começado em novembro de 2024, quando a corretora alugou um apartamento pertencente à mãe do síndico para famílias de turistas, excedendo o número permitido pelas regras do condomínio.
Daiane era responsável por administrar apartamentos da família de Cleber no condomínio, localizado no bairro Thermal, que eram alugados por temporada. Entre fevereiro e novembro de 2025, conforme denúncia do MPGO, o síndico teria praticado uma série de atos de perseguição, ameaçando a integridade física e psicológica da corretora por meio de monitoramento constante e interferência em suas atividades profissionais e pessoais.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes, incluindo a participação de outros envolvidos e as circunstâncias completas do crime. Com informações: g1
