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Cachorra que teve a pata quebrada por tutor morre durante cirurgia em Santa Catarina


Animal foi resgatado após denúncia de maus-tratos em Rio Negrinho e não resistiu a procedimento para tratar fratura no fêmur; suspeito pode ter pena agravada.
Faísca morreu após dois dias do resgate, enquanto passava por cirurgia para tratar fratura na pata causada por maus-tratos (Foto: Redes sociais, Reprodução) Por: Editorial | 29/01/2026 07:49

Faísca, a cachorra que teve a pata quebrada pelo próprio tutor em Rio Negrinho, no Planalto Norte de Santa Catarina, morreu durante uma cirurgia para tratar as graves lesões sofridas em decorrência de maus-tratos. O óbito ocorreu nesta quarta-feira (28), dois dias após o resgate do animal pelas autoridades.

(Foto: Redes sociais, Reprodução)

A cadela havia sido encontrada em situação de violência familiar, após uma denúncia relacionada a um caso de agressão doméstica. Desde o resgate, Faísca estava sob os cuidados da ONG Grupra, organização local que mobilizou esforços para garantir atendimento veterinário, exames, internação e o procedimento cirúrgico no fêmur, fraturado em diversas partes.

A entidade também promoveu uma campanha online para arrecadar recursos destinados ao tratamento e às despesas médicas do animal. Apesar dos cuidados recebidos e da realização da cirurgia, Faísca não resistiu às complicações do procedimento.

A morte foi confirmada pela ONG por meio das redes sociais. Em nota, a Grupra lamentou a perda e destacou o sofrimento vivido pela cadela. A organização descreveu Faísca como um animal dócil, resgatado de um contexto de vulnerabilidade social, e ressaltou a frequência de casos semelhantes envolvendo maus-tratos a animais.

De acordo com a Polícia Civil, Faísca foi localizada na segunda-feira (26) em uma área de mata próxima à residência da família, amarrada a uma árvore. O caso veio à tona após uma mulher denunciar o companheiro por violência doméstica. Segundo o relato, o homem teria agredido a cachorra de forma violenta por não aceitar que o animal saísse para a rua.

A vítima afirmou ainda que, ao tentar proteger o cão, foi ameaçada de morte pelo agressor. Ela conseguiu deixar a residência com os dois filhos e acionou a Polícia Militar, sendo encaminhada à delegacia para registro da ocorrência.

Durante as buscas, os policiais civis encontraram o animal ferido e providenciaram o resgate imediato. O suspeito foi preso em flagrante pelos crimes de maus-tratos contra animal, ameaça e abuso, por ferir ou mutilar um animal doméstico.

Segundo o delegado Bruno Sinibaldi, responsável pelo caso, a morte de Faísca poderá agravar a pena do tutor, com aumento de um sexto a um terço, conforme previsto na legislação. Com informações: NSCTotal




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