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Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, foi encontrada morta ao lado de uma piscina em Lins, interior de São Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)
Por: Editorial | 31/01/2026 07:27
A morte de Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, encontrada ao lado de uma piscina no quintal de uma casa em Lins (SP) no dia 16 de janeiro, passou de suspeita de acidente para investigação de homicídio após laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicar afogamento como causa do óbito.
Uma amiga da vítima, Grazielli de Barros Silva, de 40 anos, foi presa temporariamente na terça-feira (27), suspeita de envolvimento no caso. A defesa de Grazielli afirmou que a prisão foi prematura e sem fundamentos legais.
Beatriz e Grazielli trabalhavam como operadoras de caixa em um supermercado e eram consideradas próximas. Segundo o irmão de Beatriz, Allexandre Callegari de Paula, foi Grazielli quem a convidou para ir à festa onde ela foi encontrada morta.
Cronologia do caso:
16 de janeiro – dia da morte
11h: Beatriz chega à casa acompanhada de um amigo, abrindo a porta lateral com chave e acionando o portão automático.
Fim da manhã/início da tarde: o amigo que a acompanhava sai do local e retorna pouco depois, entrando parcialmente na garagem para retirar alguns objetos do veículo e estacionando em frente à casa.
13h44: o amigo deixa o imóvel; segundo a polícia, ele não é considerado suspeito.
13h50: um carro prata, que seria de Grazielli, entra na garagem.
15h: o carro prata sai e chega a bater no portão na saída; Grazielli dirigia.
15h30: o Corpo de Bombeiros é acionado e encontra Beatriz caída de costas ao lado da piscina. A energia elétrica do local é desligada antes da constatação do óbito. Inicialmente, o caso foi tratado como possível acidente por descarga elétrica.
17 de janeiro
Beatriz é sepultada no Cemitério da Saudade, em Lins.
23 de janeiro
Laudo do IML descarta eletrocussão e aponta afogamento como causa da morte, levando a polícia a tratar o caso como homicídio.
27 de janeiro
A Justiça autoriza a prisão temporária de Grazielli por suspeita de homicídio.
Reviravolta nas investigações
Inicialmente, a hipótese principal era descarga elétrica, já que Beatriz foi encontrada caída de costas, vestindo biquíni, com parte do corpo sobre a tampa metálica do motor da piscina e próxima a uma caixa de energia. Os bombeiros chegaram a desligar a energia antes da constatação do óbito.
Com a divulgação do laudo do IML descartando eletrocussão e indicando afogamento, a Polícia Civil passou a investigar o caso como homicídio, também considerando contradições no depoimento da amiga e os resultados da perícia.
Segundo a corporação, imagens de câmeras de segurança indicam que apenas três pessoas estiveram no imóvel: Beatriz, o amigo e Grazielli. A casa havia sido alugada por Grazielli, que já havia utilizado o local em outras ocasiões, segundo a proprietária Gabriella Camargo Fernandes.
Posição da defesa
A defesa de Grazielli afirma que a prisão foi prematura e injustificada. O advogado Celso Modonesi sustenta que a acusada sempre esteve à disposição da polícia, não apresentou risco de fuga nem tentou obstruir investigações.
A defesa questiona a condução das perícias, alegando que a cena não foi preservada, o imóvel foi alugado no dia seguinte e houve acesso de terceiros antes da perícia oficial, incluindo a elaboração de laudo particular pela proprietária.
Além disso, a defesa contesta a conclusão de afogamento, afirmando que a hipótese de descarga elétrica não foi devidamente considerada e questiona como uma pessoa de 64 quilos poderia ter afogado Beatriz, de 80 quilos, sem marcas de luta corporal.
Próximos passos
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que laudos do Instituto de Criminalística estão em elaboração para auxiliar no esclarecimento completo do caso. A investigação é conduzida como homicídio pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins. Com informações:g1
