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Pai de adolescente investigado pela morte do cão afirma que, se houver culpa comprovada, ela deve ser responsabilizada (Foto: Fantástico/Reprodução)
Por: Editorial | 02/02/2026 07:15
Um caso que mobilizou Florianópolis e repercutiu nacionalmente continua sendo investigado após a morte de um cão comunitário na Praia Brava. O animal foi encontrado em estado grave no início de janeiro e não resistiu aos ferimentos. A polícia apura o possível envolvimento de adolescentes no crime, enquanto moradores e autoridades buscam esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Segundo veterinário responsável, o animal apresentava lesões graves na cabeça, principalmente no lado esquerdo, estava desidratado e sem reflexos, indicando agressão deliberada. “Foi tentado dar os primeiros procedimentos, mas como ele estava muito grave, veio a óbito logo em seguida. Um acidente está descartado”, afirmou o profissional.
Cronologia e depoimentos
Após a morte do cão, moradores indicaram um porteiro como testemunha importante, que registrou vídeos de conflitos envolvendo adolescentes no bairro, incluindo bagunça e danos a propriedades. Em depoimentos à polícia, o porteiro disse: “Na mesma noite que eles arranjaram confusão comigo, eles, parece, que deram umas pauladas em um cachorro. Depois foram mexer na barraca ainda. São seis folgados que têm aí.”
O porteiro também declarou: “Agora, sobre a situação do cachorro, eu não posso acusar que foram eles. E digo: se eu tivesse visto batendo no cachorro, eu diria que eram eles.” Ele prestou dois depoimentos e registrou boletim de ocorrência por ameaça após os conflitos.
Mandados e investigação
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas de quatro adolescentes apontados como suspeitos e em endereços ligados aos responsáveis. Telefones celulares foram apreendidos e estão sendo analisados pela perícia. Até o momento, não há imagens do momento exato da agressão, mas existem indícios convergentes que direcionam a investigação aos jovens.
(Foto: Fantástico/Reprodução)
Relato do pai de um dos adolescentes
Em entrevista, o pai de um dos adolescentes investigados destacou que a responsabilização deve ser baseada em provas concretas:
“A educação que eu e minha esposa damos não é de passar a mão na cabeça. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder. Mas tem que ser provado, porque até agora só foram acusações. Queremos justiça tanto quanto as outras pessoas.”
O advogado de algumas das famílias acrescentou:
“Esperamos que os depoimentos sejam colhidos rapidamente e que a verdade venha à tona. Todos os adolescentes que não têm culpa devem ser publicamente inocentados, e aqueles que tiverem participação em maus-tratos ou pequenos delitos devem ser responsabilizados na medida da sua culpabilidade.”
Atualizações da investigação
Mais de 20 testemunhas já foram ouvidas.
Cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas.
Dois dos quatro adolescentes investigados estiveram fora do país no período da ocorrência, retornando posteriormente.
Um dos adolescentes inicialmente investigados foi excluído da lista após comprovar que não estava presente nos fatos.
As autoridades reforçam que menores de 18 anos estão sujeitos a medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
Repercussão e mobilização social
A morte do cão comunitário provocou protestos e mobilização de grupos de proteção animal em Florianópolis e em outras capitais brasileiras, exigindo respostas claras da investigação e punição adequada aos responsáveis. O animal tinha reconhecimento e afeto da comunidade, o que intensificou a repercussão do caso. Com informações: g1
