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Campo Grande tem 294 imóveis históricos protegidos por lei municipal mesmo sem tombamento oficial


Edificações inseridas na Zona Especial de Interesse Cultural 2 seguem regras de preservação, mas enfrentam desafios de conservação e debate sobre novas normas.
Casarão histórico localizado no cruzamento das ruas Rui Barbosa e Barão do Rio Branco, um dos imóveis protegidos pela ZEIC 2, que integra a lista de 294 edificações com relevância histórica em Campo Grande (Foto: Campo Grande News) Por: Editorial | 03/02/2026 15:11

Campo Grande possui 294 imóveis protegidos por lei municipal por integrarem a Zona Especial de Interesse Cultural 2 (ZEIC 2), prevista no Plano Diretor da Capital. Embora não tenham tombamento oficial, essas edificações são consideradas relevantes do ponto de vista histórico, arquitetônico ou cultural e estão sujeitas a regras específicas de preservação urbana, conforme divulgado em reportagem do Campo Grande News.

(Foto: Campo Grande News)

Apesar de não estarem formalmente tombados, os imóveis inventariados em áreas tradicionais da cidade, como as ruas Rui Barbosa, Amazonas e General Melo, não podem ser demolidos, alterados ou reformados sem autorização prévia da Prefeitura. Qualquer intervenção deve ser analisada pela Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) e só pode ser realizada após a emissão da Guia de Diretrizes de Restauro.

(Foto: Campo Grande News)

Entre os imóveis protegidos estão exemplares como o Colégio Patronato São Francisco, a Igreja São Francisco, a Mesquita Islâmica e residências históricas, incluindo antigas moradias de figuras políticas como o ex-governador Wilson Barbosa Martins e o engenheiro e político Arnaldo Estêvão de Figueiredo.

(Foto: Campo Grande News)

Entretanto, a preservação efetiva desses patrimônios enfrenta desafios. Alguns casarões estão deteriorados ou abandonados, e a proteção parece garantida sobretudo nas fachadas quando os prédios ainda estão ocupados por atividades comerciais. A administração municipal estuda mudanças nas normas de proteção, com propostas de penalidades mais rígidas para quem deixar esses imóveis sofrer deterioração ao longo do tempo.

(Foto: Campo Grande News)

A minuta de decreto em debate público prevê regras mais rígidas para preservação de imóveis tombados e seus entornos, limitações à publicidade e multas que podem chegar a até 200% do valor do imóvel em caso de demolição. A proposta também amplia áreas de entorno e zonas de amortecimento, o que tem gerado críticas de entidades como a Associação Comercial, que argumenta que restrições excessivas podem desestimular investimentos e modernização urbana.

O debate sobre a preservação do patrimônio cultural da cidade segue em andamento, com contribuições públicas sendo analisadas antes da definição final das normas, que podem ser estabelecidas por meio de decreto ou projeto de lei enviado à Câmara Municipal. Com informações: Campo Grande News




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