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Vídeo mostra adolescente retornando ao condomínio após agressões ao cão Orelha em SC; investigação evidencia contradições


Imagens de câmeras de segurança revelam contradição no depoimento do jovem indiciado por maus-tratos ao cão comunitário em Florianópolis.
Vídeo mostra adolescente indiciado por agressões ao cão Orelha saindo e retornando ao condomínio no dia 4 de janeiro, em Florianópolis, Santa Catarina (Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina) Por: Editorial | 04/02/2026 07:28

Em Florianópolis, Santa Catarina, imagens de câmeras de segurança ajudaram a Polícia Civil a identificar contradições no depoimento de um adolescente indiciado pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava. O inquérito foi concluído nesta terça-feira (3), e a polícia solicitou a internação provisória do jovem, que cometeu ato infracional equivalente a maus-tratos.

Segundo o delegado Renan Balbino, o adolescente “se contradisse em diversos momentos e omitiu fatos importantes para a investigação”. O vídeo mostra o jovem saindo do condomínio onde estava hospedado às 5h25 do dia 4 de janeiro e retornando às 5h58 acompanhado de uma amiga, embora ele tenha declarado ter permanecido na área da piscina durante todo o período. A polícia confirma que Orelha foi agredido por volta das 5h30.

“O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens e disse que havia ficado dentro do condomínio. As imagens, roupas e testemunhas confirmam que ele estava na praia”, afirmou o delegado.

O cão foi encontrado agonizando no dia 5 de janeiro e morreu após atendimento veterinário. O laudo da Polícia Científica indicou que Orelha sofreu um golpe forte na cabeça, possivelmente por chute ou objeto rígido, e apresentava lesões graves no olho esquerdo, além de forte desidratação.

Para preservar a identidade, nomes, idades e locais de residência do adolescente não foram divulgados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao longo do processo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes chegaram a ser investigados.

A roupa usada pelo jovem — moletom e boné rosa — foi um elemento chave na investigação. Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, o adolescente estava fora do país até 29 de janeiro, e a polícia monitorou sua antecipação de voo para abordá-lo na chegada. Um familiar tentou esconder o boné rosa durante a revista, levantando suspeitas. As peças foram apreendidas e comparadas com imagens das câmeras de segurança, confirmando sua utilização no dia da agressão.

A investigação analisou mais de mil horas de imagens de 14 câmeras, depoimentos de testemunhas e suspeitos, além de dados de localização de software francês. A polícia ressaltou que o adolescente poderia tentar fugir ou se desfazer de provas, como roupas e celular.

Além do caso de Orelha, o inquérito sobre a tentativa de afogamento do cachorro Caramelo, companheiro de Orelha, foi concluído. Quatro adolescentes foram responsabilizados por atos infracionais análogos a maus-tratos.

O processo de representação formaliza a acusação contra adolescentes por ato infracional, permitindo ao juiz aplicar medidas socioeducativas, substituindo a denúncia criminal utilizada para maiores de 18 anos. Com informações: g1




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