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Publicações com teor sensacionalista circulam nas redes sociais associando, sem provas, o desaparecimento das crianças em Bacabal a supostos rituais macabros (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Por: Editorial | 04/02/2026 09:05
O desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, em Bacabal, no Maranhão, também ganhou ampla repercussão nas redes sociais, onde passou a circular uma série de boatos e informações falsas. Publicações sensacionalistas têm associado o caso a supostos “rituais macabros” ou práticas religiosas, sem qualquer comprovação, o que tem gerado preocupação entre familiares, moradores da região e autoridades.
As crianças foram vistas pela última vez no início de janeiro, após saírem para brincar em uma área de vegetação próxima ao quilombo São Sebastião dos Pretos. Desde então, equipes de segurança, bombeiros e voluntários seguem mobilizados nas buscas. O primo das vítimas, Anderson Kauã, de 8 anos, que havia desaparecido junto com elas, foi encontrado dias depois em um povoado de um município vizinho, o que reforçou a continuidade das operações e trouxe esperança às famílias.
Apesar dos esforços oficiais, conteúdos enganosos continuam sendo compartilhados nas redes sociais, levantando hipóteses não confirmadas e atribuindo o desaparecimento das crianças a crimes de cunho religioso. Especialistas alertam que a disseminação de boatos pode prejudicar o andamento das investigações, além de estimular preconceito, pânico social e riscos à segurança das famílias envolvidas.
A Polícia Civil do Maranhão descarta qualquer relação entre o caso e práticas religiosas. Em declaração, o delegado-geral adjunto operacional, Ederson Martins, afirmou que não há elementos na investigação que sustentem esse tipo de associação e ressaltou que informações falsas têm colocado a família das crianças em situação de vulnerabilidade. Segundo ele, todas as informações recebidas são verificadas, e nenhuma linha de investigação é descartada sem análise técnica.
O delegado também explicou que a presença de velas em áreas de comunidades quilombolas pode estar relacionada a manifestações religiosas de matriz africana, comuns nesses territórios, e que isso não indica, por si só, prática criminosa. Até o momento, segundo a polícia, não há indícios de envolvimento da comunidade quilombola no desaparecimento das crianças.
Além dos boatos sobre rituais, o caso também tem sido alvo de conteúdos especulativos produzidos por pessoas que se apresentam como videntes, que divulgam interpretações místicas sem qualquer respaldo investigativo. Autoridades e especialistas reforçam a importância de buscar informações em fontes confiáveis e evitar o compartilhamento de alegações não confirmadas, para não atrapalhar o trabalho das equipes envolvidas nas buscas. Com informações: Bacci Notícias
