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Febre maculosa é doença grave transmitida por carrapatos e pode levar à morte


Infecção não é transmitida entre pessoas e depende exclusivamente do contato com carrapatos infectados.
Carrapato-estrela é o principal transmissor da febre maculosa, doença infecciosa grave que exige diagnóstico e tratamento rápidos (Foto: Reprodução | Flickr / Judy Gallagher). Por: Editorial | 05/02/2026 13:56

A febre maculosa é uma doença infecciosa grave causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas principalmente pela picada do carrapato-estrela. Embora ainda pouco conhecida por grande parte da população, a enfermidade apresenta evolução rápida e pode ser fatal quando o tratamento não é iniciado nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas.

O carrapato transmissor é comum em áreas com vegetação, ambiente úmido e presença de animais como cães, cavalos e capivaras. A infecção ocorre quando o parasita permanece aderido à pele por tempo suficiente para transmitir a bactéria, o que nem sempre é percebido pela vítima.

A doença não é transmitida de pessoa para pessoa. A contaminação acontece exclusivamente por meio do contato com carrapatos infectados, e o risco aumenta quanto maior for o tempo de permanência do parasita no corpo humano. Muitas vezes, a picada passa despercebida, o que contribui para o atraso no diagnóstico.

Os primeiros sintomas costumam surgir entre dois e 14 dias após a picada. O quadro inicial pode se confundir com outras doenças infecciosas, apresentando febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos e diarreia. Sem tratamento adequado, a febre maculosa pode evoluir rapidamente para complicações graves, comprometendo órgãos vitais e levando à morte.

Diante desse cenário, é fundamental que o paciente informe ao profissional de saúde qualquer exposição recente a áreas com vegetação ou locais onde haja presença de carrapatos, para que o diagnóstico seja considerado precocemente.

A prevenção envolve cuidados simples, principalmente ao frequentar áreas verdes. Especialistas recomendam o uso de repelentes à base de icaridina, roupas que cubram braços e pernas e a evitação de caminhadas em mato alto. Manter quintais limpos, com grama aparada e sem acúmulo de folhas, também reduz o risco. Após visitas a locais de risco, é indicado examinar cuidadosamente o corpo, especialmente regiões como axilas, virilha e atrás das orelhas.

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são decisivos para evitar o agravamento da doença e reduzir o risco de morte. Com informações: Bacci Notícias




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