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Água avançou sobre diversas residências (Foto: Mídiamax)
Por: Editorial | 06/02/2026 07:04
A cidade de Aquidauana (MS) enfrenta uma nova situação de emergência devido às chuvas dos últimos dias e à cheia do Rio Aquidauana. Nesta quinta-feira (5), a prefeitura decretou situação de emergência após o nível do rio ultrapassar 8 metros na régua instalada na ponte de entrada da cidade, acima do limite de atenção de 7,5 metros. A água que ainda desce de outros municípios mantém o risco de novos alagamentos.
Até o momento, nove famílias foram desalojadas. Duas estão abrigadas no salão paroquial da Igreja Matriz Paróquia Imaculada Conceição, enquanto as demais foram acolhidas por parentes. A Defesa Civil trabalha com a possibilidade de o rio atingir 9 metros, considerando que chuvas recentes em Corguinho, Terenos e São Gabriel do Oeste ainda devem refletir no nível do rio em Aquidauana.
(Foto: Prefeitura de Aquidauana/ AGECOM)
O pescador Nilton Cesar, 41 anos, morador de área ribeirinha, precisou deixar sua casa e comentou que a cheia segue um padrão conhecido na região: “Geralmente é de janeiro a março. Todas as enchentes que passei foram em fevereiro ou março. A água vem mesmo. Começa a chover em outubro e qualquer chuvinha já vai alagando”, relatou.
Outra moradora, Ivanilda de Brito, que vive em uma área que costuma alagar no Centro da cidade, destacou a melhora na atuação do poder público ao longo dos anos: “Melhorou 100%. Agora não estragou nada das minhas coisas, mas antes estragava”. Ela saiu por precaução e foi levada para o abrigo com o filho, enquanto a mãe, acamada, permaneceu na casa nos fundos.
Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Clériton Alvarenga, o foco da prefeitura é reduzir o impacto para as famílias. “Nossa obrigação é acolher, ouvir e dar o primeiro atendimento. Oferecemos transporte, abrigo em casas de parentes ou alimentação. No salão paroquial há café da manhã, almoço, lanche e jantar. Se houver crianças, há apoio educacional e acompanhamento de saúde”, explicou.
(Foto: Prefeitura de Aquidauana/ AGECOM)
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Cláudio dos Reis Alviço, informou que o monitoramento começou no fim de semana e que o município está preparado para um cenário mais grave. “Hoje são nove famílias desalojadas. Muitas vão para casas de parentes e outras ficam no abrigo. O planejamento considera a possibilidade de a enchente ser maior”, afirmou.
O decreto de emergência se justifica pelos danos já registrados, como estradas e pontes comprometidas, quedas de árvores e risco à saúde devido ao contato da água com fossas e áreas com resíduos. O salão paroquial comporta cerca de 40 pessoas, mas há plano B com outras instituições, como escolas e universidades, para manter as famílias próximas de casa. A segurança dos imóveis desocupados é acompanhada pela Polícia Militar Ambiental e Polícia Civil.
(Foto: Prefeitura de Aquidauana/ AGECOM)
Além do nível do rio, a Defesa Civil acompanha a vazão da água, que depende das chuvas nas cabeceiras e do Pantanal. “Se a vazão diminuir, o nível pode subir mais na área urbana. Monitoramos tudo para não sermos pegos de surpresa”, acrescentou Alviço.
Com o decreto nº 017/2026, a Prefeitura ganhou mais agilidade para mobilizar equipes e prestar assistência. Aquidauana se juntou a Corguinho, Rio Negro e Coxim como municípios de Mato Grosso do Sul em situação de emergência devido às chuvas. Em caso de necessidade, a população pode acionar o Plantão Social (24h) pelo telefone (67) 99288-3963 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) informou que três estações de monitoramento seguem em situação de emergência devido à elevação dos níveis dos rios Aquidauana e Taquari. Na estação de Aquidauana, o nível do Rio Aquidauana atingiu 806 cm, 76 cm acima da cota de emergência. Na estação Palmeiras, o nível chegou a 712 cm, 62 cm acima do limite. No Rio Taquari, na estação de Coxim, foram registrados 522 cm, 22 cm acima da cota de emergência, mantendo municípios e áreas ribeirinhas em alerta para possíveis alagamentos. Com informações: Mídiamax
