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Lucélia tentou impedir que o carro se movesse sozinho na garagem, mas o veículo acabou derrubando o portão da residência em Uberlândia (Foto: Grupo Difusora/Reprodução).
Por: Editorial | 07/02/2026 10:25
A psicóloga Lucélia Pires Targino, de 38 anos, moradora de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, decidiu colocar à venda o carro que se movimentou sozinho dentro da garagem de sua casa e acabou derrubando o portão da residência. O episódio ocorreu na noite da última terça-feira (3) e foi registrado pelas câmeras de segurança do imóvel, gerando grande repercussão nas redes sociais.
As imagens mostram o veículo, um Chevrolet Onix 2014 com câmbio manual, parado na garagem quando, de forma repentina, se move primeiro para trás e, minutos depois, para frente, avançando de maneira contínua até atingir o portão. Lucélia chegou a tentar intervir, mas não conseguiu impedir o deslocamento do carro, que só parou ao bater no meio-fio do outro lado da rua. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Abalada com a situação, a moradora contou que entrou em choque ao presenciar a cena e chegou a associar o ocorrido a algo sobrenatural. Em tom de humor, afirmou que decidiu vender o veículo. “Vou vender. Misericórdia! Quem quiser, está à venda com espírito e tudo”, brincou. Segundo ela, a repercussão do caso atraiu diversos interessados na compra do automóvel.
Após o incidente, vizinhos ajudaram a desligar a bateria e recolocar o carro na garagem. O portão foi consertado e, mesmo ainda assustada, Lucélia conseguiu permanecer em casa naquela noite. Dias depois, ela afirmou que passou a encarar o episódio de forma mais leve, destacando que a visibilidade nas redes trouxe oportunidades inesperadas e até sentimentos positivos.
O veículo foi encaminhado para avaliação mecânica. De acordo com o engenheiro eletricista Jorge Paulo, que analisou o caso, o motor de combustão não chegou a ligar. O deslocamento ocorreu devido ao acionamento indevido do motor de partida, responsável apenas por dar o impulso inicial para ligar o carro. Em caso de falha elétrica, esse sistema pode receber energia de forma involuntária e movimentar o veículo, principalmente se ele estiver engatado.
Segundo o especialista, falhas no comutador da chave de ignição, no módulo eletrônico da carroceria, no relê de contato ou até no próprio motor de partida podem provocar esse tipo de situação, considerada rara. Ele ressaltou ainda que a forma como Lucélia estacionou o carro estava correta, com freio de mão acionado e primeira marcha engatada, procedimento recomendado pelas autoescolas. A orientação, em casos semelhantes, é não tentar conter o veículo para evitar riscos maiores. Com informações: g1
