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Suspeito de envolvimento no desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar e de seus pais é preso pela Polícia Civil em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (Foto: Divulgação/Polícia Civil).
Por: Editorial | 10/02/2026 07:57
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu temporariamente, na manhã desta terça-feira (10), um suspeito de envolvimento no desaparecimento da família Aguiar, ocorrido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo apuração da reportagem, o preso é Cristiano Domingues Francisco, soldado da Brigada Militar e ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar.
A polícia não divulgou oficialmente a identidade do suspeito, mas confirmou que se trata de alguém próximo à principal vítima. Em nota, a Brigada Militar informou que o policial será afastado de suas funções enquanto durarem as investigações, que também estão sendo acompanhadas pela Corregedoria-Geral da corporação. A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.
(Foto: Divulgação/Polícia Civil).
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde o mês de janeiro. O delegado Anderson Spier, responsável pelo caso, afirmou que a prisão temporária tem como objetivo aprofundar a apuração de informações que ainda precisam ser confirmadas.
De acordo com o delegado, a medida representa um primeiro passo dentro de uma investigação complexa e que gera grande expectativa por respostas. A principal linha de investigação, segundo a Polícia Civil, é a de homicídio. No entanto, os investigadores evitam divulgar detalhes sobre a dinâmica ou a motivação do crime para não comprometer as próximas diligências.
Na segunda-feira (9), o caso foi debatido em uma reunião com autoridades da Polícia Civil, incluindo delegados envolvidos na investigação e a subchefe da corporação no estado, Patrícia Tolotti. Durante o encontro, foi confirmado que o cartucho encontrado na casa dos pais de Silvana era de festim, sem capacidade letal.
A participação da Corregedoria da Brigada Militar no caso reforça a suspeita de envolvimento de um policial militar, embora as autoridades não tenham informado oficialmente quem seria nem qual o grau de participação. A corregedoria atua paralelamente à Polícia Civil, apurando possíveis infrações disciplinares e criminais relacionadas à conduta de policiais.
(Foto: Divulgação/Polícia Civil).
As investigações seguem em andamento, com a previsão de novos depoimentos ao longo da semana. A Polícia Civil também aguarda laudos de perícias realizadas em residências, veículos e imagens de câmeras de segurança. Um celular encontrado nas proximidades da casa dos idosos também passa por análise pericial, mas o conteúdo ainda não foi divulgado.
Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro. Na mesma data, uma publicação em suas redes sociais afirmava que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca ocorreu e a postagem teria sido feita para despistar o desaparecimento. Desde então, o celular da mulher está desligado e não houve mais contato.
Após tomarem conhecimento da publicação, os pais de Silvana saíram de casa no dia seguinte para procurá-la. Eles chegaram a tentar registrar o desaparecimento da filha em uma delegacia, que estava fechada. Desde então, também não foram mais vistos.
A polícia descarta a hipótese de sequestro, já que não houve pedido de resgate, e reforça que as suspeitas se concentram em homicídio ou cárcere privado. O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave dentro da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou.
Imagens de câmeras de segurança mostram movimentações consideradas atípicas na noite de 24 de janeiro, com a entrada e saída de veículos da residência em horários distintos. A polícia investiga se Silvana conduzia o próprio carro e tenta identificar os demais veículos registrados.
Silvana é filha única do casal, morava nas proximidades dos pais e trabalhava com eles em um pequeno mercado anexo à residência da família. Ela deixa um filho de 9 anos, que estava com o pai no fim de semana do desaparecimento. Isail e Dalmira eram descritos por vizinhos e familiares como pessoas tranquilas e muito queridas na comunidade. Com informações: g1
