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Polícia Federal apreendeu dinheiro e veículos de luxo durante operação em Santa Catarina (Foto: Divulgação/PF)
Por: Editorial | 11/02/2026 08:42
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel em Balneário Camboriú (SC), um dos ocupantes do apartamento arremessou pela janela uma mala com dinheiro em espécie. O montante foi recuperado pelos agentes. Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois celulares.
Nesta etapa, a PF cumpre dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.
Na terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia (RJ), após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de obstrução de investigações e ocultação de provas.
O objetivo desta nova fase é localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo da operação durante a etapa anterior, deflagrada em 23 de janeiro.
A Operação Barco de Papel apura supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi posteriormente liquidada pelo Banco Central. De acordo com a investigação, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.
As investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades e eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional. Com informações: g1
