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CNA defende ações estruturantes para erradicação da Peste Suína Clássica no Brasil


Entidades do agro se reúnem com Ministério da Agricultura para discutir estratégias de controle e reconhecimento internacional do país como livre da doença.
Reunião entre CNA, entidades do agro e Ministério da Agricultura para discutir erradicação da Peste Suína Clássica (Foto: Assessoria CNA) Por: Editorial | 12/02/2026 09:05

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e outras entidades do setor agropecuário se reuniram na terça-feira (10) com o Ministério da Agricultura para tratar de ações estruturantes voltadas à erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) em todo o território nacional.

A reunião foi organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e pela Associação das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), em parceria com o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa.

Atualmente, o Brasil está dividido em Zona Não Livre, que abrange 11 estados das regiões Norte e Nordeste, e Zona Livre da doença, composta pelas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além da Bahia, Sergipe, Acre, Rondônia e parte do Amazonas.

A CNA demonstrou preocupação com a presença da PSC na Zona Não Livre, que concentra cerca de 6 milhões de animais em aproximadamente 310 mil propriedades. Os estados nessa região enfrentam restrições sanitárias que impactam diretamente a cadeia produtiva local. A última notificação da doença, já saneada, ocorreu em Porto, no Piauí, em 2025.

“O principal ponto é avançar nas ações estruturantes, buscando o reconhecimento internacional do Brasil como país livre da doença”, afirmou Adroaldo Hoffmann, presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA.

Durante o encontro, o Ministério da Agricultura apresentou as ações já em andamento e os próximos passos para a Zona Não Livre, dividida em regiões 1 e 2, de acordo com o risco sanitário.

Na região 1, que abrange o Nordeste (exceto Maranhão), a estratégia inclui vigilância clínica e vacinação nas áreas com focos recentes da doença. Já na região 2, composta pelos estados do Norte e Maranhão, onde não houve registros recentes da doença, as ações incluem vigilância clínica e estudos epidemiológicos para comprovar a ausência de circulação do vírus.

Rafael Ribeiro, assessor técnico da CNA, explicou que, caso os resultados sejam favoráveis, o próximo passo será elaborar um dossiê para solicitar à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento da área como livre de Peste Suína Clássica sem vacinação.

As entidades também defenderam o fortalecimento da capacidade laboratorial, visando garantir diagnósticos precisos de enfermidades que causam impactos econômicos significativos nas granjas tecnificadas dessas regiões. Com informações: CNA Brasil




Diário do Interior MS
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