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Marina Silva: agro e proteção ambiental podem avançar juntos no Brasil


Ministra destaca redução do desmatamento e crescimento do agronegócio, reforçando políticas públicas com base em dados e fiscalização.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o secretário-executivo João Paulo Capobianco durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. (Foto: Rogério Cassimiro/MMA) Por: Editorial | 13/02/2026 07:27

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira (12) que a redução do desmatamento no país não prejudica o desenvolvimento do agronegócio, demonstrando que as duas atividades podem avançar de forma complementar.

“A política pública que fazemos tem base em dados e evidência, trazidos pelo Inpe com a gestão do tempo e a determinação política do presidente Lula de aumentar orçamentos. O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo”, afirmou Marina durante entrevista coletiva. A ministra destacou ainda a abertura de 500 novos mercados para a agricultura brasileira e a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia como resultados de políticas consistentes e bem implementadas.

Segundo levantamento do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as áreas sob risco de desmatamento na Amazônia caíram 35% entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. No Cerrado, a redução foi de 6%. A degradação florestal na Amazônia também apresentou queda significativa: 2.923 km² foram afetados no período, contra 44.555 km² no ciclo anterior, uma redução de 93%.

De acordo com o Prodes, outro sistema do Inpe que mede a taxa anual de desmatamento, houve queda de 50% na Amazônia e 32,3% no Cerrado na comparação entre 2025 e 2022. Marina destacou que, se os esforços forem mantidos, 2026 poderá registrar a menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia.

O programa União com Municípios (UcM), voltado a 70 cidades prioritárias para controle de desmatamento e incêndios, também apresentou resultados positivos, com redução de 65,5% no desmatamento entre 2022 e 2025. Além disso, as operações de fiscalização ambiental na Amazônia cresceram 148%, com aumento das ocorrências registradas e veículos abordados, refletindo maior rigor no combate a crimes ambientais.

Enquanto isso, o agronegócio brasileiro manteve desempenho positivo. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as exportações do setor somaram US$ 169,2 bilhões em 2025, 3% acima de 2024, representando 48,5% de todas as exportações do país. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de 3,6% no volume de produtos exportados. As importações somaram US$ 20,2 bilhões, elevando a corrente de comércio agropecuário para US$ 189,4 bilhões e registrando superávit de US$ 149,07 bilhões.

O setor alcançou ainda a abertura de 525 novos mercados desde 2023, e a safra recorde de grãos 2024/2025 atingiu 352,2 milhões de toneladas, um aumento de 17% em relação ao ciclo anterior. A produção de carnes bovina, suína e de frango também atingiu níveis recordes, garantindo excedentes exportáveis sem comprometer o abastecimento interno.

Marina concluiu destacando que políticas públicas consistentes, baseadas em dados, fiscalização e articulação com o setor, permitem que agro e preservação ambiental avancem de forma sustentável, gerando resultados positivos para a economia e para a conservação dos biomas brasileiros. Com informações: Agência GOV 




Diário do Interior MS
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