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Operação policial busca desarticular quadrilha do PCC em Ortigueira, alvo de tráfico de drogas e comércio ilegal de armas. (Foto: Reprodução Ric RECORD).
Por: Editorial | 13/02/2026 08:15
Uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) transformou a pequena cidade de Ortigueira, nos Campos Gerais do Paraná, em base estratégica para tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e atos violentos que espalharam medo na região. Localizada às margens da BR-376, a cidade tem aproximadamente 25 mil habitantes e acesso facilitado a diferentes rotas do estado, tornando-se ponto central das atividades da quadrilha, segundo informações da Ric RECORD.
De acordo com o delegado João Paulo Martins, o grupo buscava garantir monopólio do tráfico em Ortigueira por meio de violência, incluindo tentativas contra policiais militares. “Essa organização criminosa tem como crime principal o tráfico de drogas e praticava vários outros crimes para garantir o monopólio do tráfico de drogas no município de Ortigueira. Utilizavam-se várias vezes de violência e também fizeram várias vítimas. Já tentaram até contra a vida de policiais militares no município”, afirmou.
Tráfico e comércio de armas
As investigações apontam que a quadrilha operava em duas frentes principais: o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armamentos. Interceptações obtidas pela Ric RECORD revelam negociações de fuzis AK-47 e T4, usados em ataques conhecidos como “novo cangaço”, em que grupos criminosos cercam cidades para assaltos a bancos ou empresas de valores e ameaçam a população.
Moradores relataram momentos de terror. “Pegou tiro na minha casa e a dinamite estourou”, disse um deles. Outra pessoa comentou: “Escutei muito barulho. Parece que quebrava muita coisa. Depois uma bomba balançou a casa inteira”.
No tráfico de drogas, a facção controlava preços, volumes e padrões de qualidade. Conversas interceptadas mostram preocupação com a procedência da cocaína vendida, evidenciando rigor interno na distribuição dos entorpecentes.
Hierarquia e disciplina da organização
No topo da quadrilha estava o líder conhecido como “Fantasma”, responsável por todas as decisões na cidade. Abaixo dele, integrantes como “Campeão” atuavam diretamente no tráfico e na execução de ordens armadas. ‘Gerentes’ verificavam suspeitas de adulteração ou irregularidades, enquanto uma mulher na estrutura do grupo mantinha disciplina interna e reportava conflitos à liderança.
Segundo a Polícia Civil, a hierarquia rígida da facção está ligada a pelo menos dois homicídios de adolescentes em Ortigueira, executados por descumprirem ordens da organização. Com informações: Banda B.
