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Piscina da academia na Zona Leste de São Paulo onde professora passou mal após aula de natação (Foto: Reprodução/TV Globo)
Por: Editorial | 13/02/2026 13:21
O delegado responsável pela investigação da morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, afirmou que a academia onde ela fazia aula de natação utilizava, em apenas um dia, a quantidade de cloro recomendada para uma semana em piscinas de porte semelhante. O caso ocorreu na Zona Leste da capital paulista após uma aula realizada no último sábado (7).
De acordo com o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), a carga de cloro aplicada na piscina era significativamente superior ao padrão indicado. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Juliana e outras seis pessoas tenham sido intoxicadas por exposição ao produto químico. Três delas chegaram a ser internadas, incluindo o marido da vítima. O laudo pericial que deve confirmar a causa da intoxicação ainda não foi concluído.
O estabelecimento foi interditado pela Prefeitura de São Paulo. Durante a apuração, a polícia identificou indícios de manipulação inadequada de produtos químicos. Imagens de câmeras de segurança mostram fumaça branca saindo de um balde com a mistura utilizada na piscina pouco antes do início da aula. Outros registros indicam o momento em que alunos passaram mal e pediram ajuda.
Em depoimento, o manobrista responsável pela manutenção relatou que realizava a limpeza da piscina seguindo orientações enviadas por um dos sócios por meio de mensagens. Segundo a polícia, ele não possuía qualificação técnica para manusear os produtos químicos. Apesar disso, o funcionário não foi responsabilizado criminalmente, pois, conforme o delegado, teria agido sob ordens dos proprietários.
A delegacia indiciou os três sócios pelo crime de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte, e solicitou a prisão temporária deles. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao pedido, e a decisão agora cabe à Justiça.
Segundo o delegado, houve ainda tentativa de interferência na investigação, com atraso no depoimento do funcionário responsável pela manutenção e tentativa de ocultar a existência de outro colaborador que também atuava no local.
A defesa dos sócios informou que eles estão colaborando com as investigações e considerou precipitado o indiciamento antes da conclusão dos laudos periciais.
Em entrevista, a mãe de Juliana relatou a dor pela perda da filha e afirmou que espera que o caso sirva de alerta para evitar novas tragédias. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido. Com informações: g1
