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Crédito rural cresce 6% e soma R$ 316,57 bilhões no Plano Safra 2025/2026


Alta das Cédulas de Produto Rural impulsiona custeio, enquanto investimentos registram retração no período.
CPR impulsiona crescimento do crédito rural no Plano Safra 2025/2026 (Foto: Guilherme Martimon/Mapa) Por: Editorial | 13/02/2026 14:31

O crédito rural empresarial registrou crescimento de 6% no período do Plano Safra 2025/2026. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o volume contratado alcançou R$ 316,57 bilhões, frente ao mesmo intervalo da safra anterior. Já os recursos efetivamente liberados aos produtores totalizaram R$ 307,11 bilhões, avanço de 3%, conforme dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

O principal destaque foi o desempenho das Cédulas de Produto Rural (CPR), que cresceram 37%, atingindo R$ 143,22 bilhões. Considerando que grande parte desses recursos é direcionada ao custeio da produção, a soma entre custeio tradicional e CPR chegou a R$ 241,38 bilhões, volume 10% superior ao registrado na safra 2024/2025.

Em contrapartida, o crédito voltado para investimentos apresentou retração de 20%, totalizando R$ 35,41 bilhões contratados. Entre os programas específicos, o Programa de Construção de Armazéns (PCA) manteve estabilidade, com leve queda de 1%.

No cenário macroeconômico, o ambiente mais restritivo é influenciado tanto pela demanda quanto pela oferta de crédito. Produtores priorizaram o custeio, essencial para a produção imediata, enquanto instituições financeiras adotaram postura mais cautelosa diante das elevadas taxas de juros. A taxa básica, a Selic, permanece em 15% ao ano, embora haja expectativa de redução superior a dois pontos percentuais até o fim de 2026.

A comercialização somou R$ 20,56 bilhões, queda de 10%. Já a industrialização registrou R$ 19,22 bilhões, crescimento de 45%, indicando maior foco no beneficiamento e agregação de valor à produção agrícola.

Quanto às fontes de recursos, as controladas totalizaram R$ 92,26 bilhões, recuo de 7%. Destacam-se os recursos obrigatórios (R$ 30,89 bilhões, -6%), a LCA controlada (R$ 24,60 bilhões, +4.649%) e a poupança rural controlada (R$ 12,73 bilhões, -8%). Os fundos constitucionais alcançaram R$ 11,74 bilhões.

As fontes não controladas somaram R$ 71,63 bilhões, redução de 25%, com destaque para a LCA livre (R$ 37,41 bilhões, -33%) e a poupança rural livre (R$ 30,35 bilhões, +21%).

O número de contratos firmados caiu 24%, passando de 445.156 para 337.548 operações. A redução foi mais acentuada na agricultura empresarial (demais produtores, -38%) e nas CPR (-14%). O Pronamp registrou 133.261 contratos, queda de 18%.

Os dados apontam um semestre marcado pela expansão da CPR e pela retração das linhas tradicionais, especialmente as de investimento. A participação das CPR no total concedido passou de 34% para 47%, indicando mudança no perfil de captação de recursos pelos produtores rurais. Com informações: MAPA




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