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Passageiros ficam à deriva após embarcação naufragar no Encontro das Águas em Manaus. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Por: Editorial | 14/02/2026 07:26
Uma lancha de passageiros naufragou na sexta-feira (13) nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus. O acidente deixou mortos, desaparecidos e pessoas à deriva, incluindo crianças e um bebê prematuro, que foi resgatado dentro de um cooler.
A embarcação havia saído de Manaus por volta de 12h30, com destino a Nova Olinda do Norte. As causas do naufrágio ainda não foram oficialmente divulgadas, e buscas pelos desaparecidos continuam.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), 80 pessoas estavam a bordo. Destas, 71 foram resgatadas sem ferimentos graves, duas morreram e sete estão desaparecidas. Entre os resgatados está um bebê prematuro com cinco dias de vida, colocado dentro de um cooler para evitar afogamento, junto com a mãe.
As vítimas fatais foram identificadas como Samila de Souza, de 3 anos, e Lara Bianca, de 22 anos. Samila chegou sem vida ao Pronto Socorro da Criança da Zona Leste, enquanto o corpo de Lara Bianca foi levado ao Instituto Médico Legal após ser resgatado no Porto de Manaus.
O resgate envolveu 25 bombeiros, três lanchas e oito viaturas do Corpo de Bombeiros, uma lancha da Polícia Militar, uma ambulância do SAMU e apoio da Marinha, incluindo aeronave de busca. Parte das vítimas foi socorrida por embarcações que navegavam na área.
Testemunhas relataram que a lancha enfrentou banzeiros — ondas turbulentas típicas da região — e que haviam alertado o condutor para reduzir a velocidade. O piloto da embarcação, um homem de 42 anos, foi detido e encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
A embarcação estava regularizada e com documentos em dia, segundo informações obtidas pelas autoridades, e as investigações continuam.
O Encontro das Águas é um fenômeno natural da Amazônia, onde os rios Negro e Solimões correm lado a lado sem se misturar por vários quilômetros, criando fortes correntes e banzeiros que tornam a navegação mais perigosa. Com informações: g1
