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Representantes da cadeia produtiva do arroz se reúnem na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em Brasília, para discutir desafios do setor (Foto: CNA).
Por: Editorial | 16/02/2026 07:28
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil realizou, na quinta-feira, 12 de fevereiro, uma reunião em Brasília com representantes da cadeia produtiva do arroz para debater o cenário atual da atividade e definir prioridades para o setor. O encontro reuniu lideranças e técnicos para tratar de questões relacionadas a custos de produção, preços, importação, consumo interno e instrumentos de política agrícola.
Participaram da reunião a coordenadora de Produção Agrícola da CNA, Ana Lenat, o assessor técnico Tiago Pereira, o presidente da Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultura e Pecuária, Henrique Dornelles, além de representantes de entidades ligadas à orizicultura.
Durante o encontro, Henrique Dornelles destacou que o mercado enfrenta um cenário de baixa remuneração ao produtor. Segundo ele, a saca de 50 quilos tem sido comercializada a 53 reais, valor inferior ao preço mínimo estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento, fixado em 63 reais. O preço recebido pelo produtor também está abaixo do custo de produção, estimado em mais de 90 reais por saca.
Além disso, o arroz nacional enfrenta concorrência com o produto importado no mercado interno, fator que contribui para a pressão sobre os preços. Representantes do setor alertaram que esse cenário compromete a rentabilidade e desestimula a produção.
O diretor vice presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Fernando Rechsteiner, ressaltou a redução da área cultivada no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, em razão das condições de mercado e dos custos de produção.
Já o vice presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Roberto Fagundes, afirmou que a classificação do grão é um ponto central da cadeia produtiva. Segundo ele, o modelo atual impacta o produtor por meio de descontos e não assegura que as informações sobre qualidade sejam repassadas de forma clara ao consumidor nas embalagens.
O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, informou que a Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas acompanha os temas discutidos e avaliará a inclusão das demandas apresentadas como prioridades na agenda de trabalho da entidade.
Ana Lenat destacou que a CNA atuará junto ao Poder Executivo nas discussões relacionadas à qualidade do produto e à promoção do arroz brasileiro no mercado interno e externo.
Ao final da reunião, as entidades decidiram aprofundar estudos técnicos sobre custos de produção, instrumentos de política agrícola, critérios de classificação e competitividade internacional, com o objetivo de estruturar propostas que contribuam para o fortalecimento da orizicultura. Com informações: CNA
