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Senadores Nelsinho Trad e Soraya Thronicke devem disputar a reeleição ao Senado em Mato Grosso do Sul em 2026 (Foto: Divulgação).
Por: Editorial | 16/02/2026 08:56
Os senadores Nelsinho Trad, do PSD, e Soraya Thronicke, do Podemos, devem disputar a reeleição em 2026 em um cenário diferente daquele que marcou suas vitórias em 2018. Ambos chegam ao novo pleito sem os mesmos grupos políticos e estruturas partidárias que sustentaram suas campanhas anteriores, apostando em candidaturas próprias para tentar quebrar um tabu que já dura 16 anos em Mato Grosso do Sul, onde nenhum senador conseguiu se reeleger nesse período.
No caso de Nelsinho Trad, a principal expectativa gira em torno da composição da chapa ao governo estadual. Há a possibilidade de o senador ocupar uma das vagas ao Senado na coligação do governador Eduardo Riedel, caso o grupo não lance outro nome para a disputa. Nesse cenário, ele poderia formar dobradinha com Reinaldo Azambuja, repetindo uma configuração semelhante à de 2018, quando Azambuja buscava a reeleição ao governo e Nelsinho conquistou vaga no Senado.
Já Soraya Thronicke enfrenta um contexto político mais complexo. Eleita em 2018 com forte apoio do eleitorado alinhado ao então presidente Jair Bolsonaro, a senadora viu sua posição política se transformar ao longo do mandato. Ao longo dos anos, passou a adotar posturas independentes e, em alguns momentos, foi apontada como próxima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para a disputa de 2026, a parlamentar deve contar essencialmente com o próprio nome, o partido e a trajetória construída no Senado, em um ambiente político mais polarizado.
Um dos obstáculos para ambos é o fato de que nem o PSD nem o Podemos integram, até o momento, o núcleo principal de partidos aliados ao governador Riedel, que reúne legendas como PP, União Brasil, PL, PSDB e Republicanos. Ainda há espaço em negociação na composição, mas há concorrência interna entre diferentes siglas, sem indicação clara de preferência.
Por outro lado, os dois senadores destacam a atuação parlamentar ao longo dos oito anos de mandato como trunfo eleitoral. Entre os pontos mencionados por aliados estão a destinação de emendas, participação em comissões parlamentares de inquérito, votações relevantes e presença em debates nacionais. O cenário projetado para o Senado a partir de 2027 é considerado por analistas como de forte embate político, especialmente em temas relacionados ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal, o que deve influenciar o discurso e as alianças na campanha.
Com alianças ainda indefinidas e um ambiente partidário em reconfiguração, a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul tende a ser uma das mais competitivas do estado em 2026. Com informações: Nos Corredores do Poder
