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Lavoura de soja em fase de colheita no Brasil, em meio a atrasos provocados por chuvas e atenção do mercado às cotações internacionais (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 18/02/2026 08:08
O mercado internacional da soja opera com leve recuo nas cotações, pressionado por ajustes técnicos e por um cenário de demanda mais lenta em importantes países importadores. De acordo com a TF Agroeconômica, o contrato março de 2026 negociado na Chicago Board of Trade recuava para 1.132,75 centavos de dólar por bushel, abaixo da linha de US$ 11,30, movimento que também influencia os preços do farelo e do óleo negociados na CME Group.
O vencimento maio de 2026 era cotado a 1.148,00 centavos, enquanto o contrato maio de 2027 marcava 1.125,50 centavos por bushel. No complexo soja, o óleo registrava alta para 57,48 pontos, enquanto o farelo recuava para 306,1 dólares por tonelada.
A pressão negativa acompanha um ritmo mais moderado de negócios no curto prazo, influenciado por períodos festivos em países importadores, como o Ano Novo Chinês e o Ramadã, que tendem a reduzir temporariamente a atividade comercial.
No Brasil, o mercado físico apresentou movimentação limitada em 13 de fevereiro, em razão de feriado nacional. No interior do Paraná, a saca foi cotada a R$ 120,38, com alta diária de 0,77 por cento e avanço de 0,85 por cento no acumulado do mês. No porto de Paranaguá, a cotação ficou em R$ 126,20, com recuo de 0,59 por cento no dia, mas ganho mensal de 1,03 por cento.
No campo, a colheita da soja avança, porém com dificuldades. Chuvas intermitentes têm atrasado os trabalhos e dificultado o plantio do milho safrinha dentro da janela considerada ideal. Até o momento, 22,3 por cento da área plantada no país foi colhida, índice superior ao registrado no mesmo período do ano passado e acima da média dos últimos cinco anos, mas com preocupação quanto ao impacto das condições climáticas sobre a produtividade final da safra. Com informações: ConecteMS
