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Polícia investiga morte de criança levada à UPA e aponta indícios de agressões


Mãe confessou ter agredido a vítima; autoridades apuram se caso será enquadrado como tortura com resultado morte ou homicídio.
Sophia Emanuelly dos Santos, de 3 anos, morreu após dar entrada sem vida em unidade de saúde de Ribeirão Preto; caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo. ( Foto: Divulgação) Por: Editorial | 19/02/2026 15:33

A menina de 3 anos, Sophia Emanuelly dos Santos, que chegou sem vida a uma unidade de saúde em Ribeirão Preto, apresentava hematomas em diferentes partes do corpo e em variados estágios de coloração, além de sinais de desnutrição severa e perda capilar. As informações foram divulgadas pelo delegado seccional Sebastião Vicente Picinato, responsável pelo caso.

Segundo a Polícia Civil do Estado de São Paulo, os indícios apontam que a criança vinha sendo submetida a maus-tratos recorrentes enquanto estava sob os cuidados do avô, José dos Santos, de 42 anos, e da companheira dele, Karen Tamires Marques, de 33. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada e são investigados por tortura com resultado morte.

Lesões indicam agressões contínuas

De acordo com o delegado, a variação de cores dos hematomas sugere que as agressões ocorreram em momentos distintos. Ele explicou que a mudança de tonalidade das lesões ao longo do tempo reforça a hipótese de violência reiterada.

Além disso, o estado de desnutrição e a perda capilar indicariam sofrimento prolongado. Para a autoridade policial, também houve omissão no dever de cuidado por parte do avô, que é apontado como possível coautor.

Criança já chegou sem vida à unidade de saúde

Sophia foi levada pelo avô à Unidade de Pronto Atendimento da Avenida Treze de Maio, na noite de terça-feira (17). O pediatra de plantão constatou a ausência de sinais vitais e acionou a polícia.

A versão apresentada inicialmente pelo avô — de que a menina teria passado mal e vomitado durante o trajeto — é contestada pela investigação. Segundo o delegado, a declaração reforça a suspeita de tentativa de afastar responsabilidade.

Confissão e enquadramento do crime

Karen Tamires confessou ter agredido a criança, afirmando que a enforcou porque ela não queria se alimentar. A polícia avalia se o casal responderá por tortura e homicídio ou por tortura qualificada pelo resultado morte, crime previsto na legislação de crimes hediondos.

A Defensoria Pública informou, por meio de nota, que acompanha a defesa de Karen e que os pedidos cabíveis foram apresentados durante a audiência de custódia. A defesa do avô não havia sido localizada até a última atualização do caso.

A investigação segue em andamento para a conclusão dos laudos periciais e definição final das responsabilidades criminais. Com informações: Bacci.




Diário do Interior MS
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