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O senador Flávio Bolsonaro durante cerimônia partidária em Brasília, em registro de arquivo. (Foto:Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo)
Por: Editorial | 24/02/2026 13:27
O senador Flávio Bolsonaro intensificou articulações políticas com foco em Minas Gerais e passou a adotar medidas para reposicionar sua imagem no cenário nacional. A estratégia, segundo aliados, busca torná-lo mais palatável ao mercado financeiro e a setores do empresariado, além de reduzir a associação direta ao chamado bolsonarismo raiz.
Entre os movimentos recentes está a sondagem ao marqueteiro Paulo Vasconcelos, que atuou na campanha presidencial de Aécio Neves em 2014. Atualmente, o publicitário trabalha com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também apontado como possível pré-candidato ao Palácio do Planalto. A eventual aproximação é vista como estratégica, especialmente pelo conhecimento de Vasconcelos sobre o eleitorado mineiro.
Minas Gerais é considerado historicamente um estado decisivo em eleições presidenciais, frequentemente descrito como fiel da balança. Nesse contexto, o território tornou-se prioridade tanto para Luiz Inácio Lula da Silva quanto para possíveis adversários no campo da direita.
Paralelamente, aliados de Flávio defendem a possibilidade de composição de chapa com o governador mineiro Romeu Zema como candidato a vice-presidente. A avaliação interna é de que Zema poderia ampliar o diálogo com o setor produtivo, fortalecer o discurso liberal e consolidar palanque competitivo no estado.
A estratégia remete à fórmula adotada em 2018 por Jair Bolsonaro, quando buscou sinalizar compromisso com a agenda econômica liberal ao escolher Paulo Guedes como principal fiador da política econômica. No caso de Flávio, a intenção seria replicar o modelo, combinando equipe técnica na área econômica e comunicação profissionalizada.
Os movimentos indicam tentativa de construção de candidatura com perfil menos ideológico e mais institucional, voltada à ampliação de alianças e à consolidação de viabilidade eleitoral em eventual cenário pós-Bolsonaro. A definição sobre alianças e estrutura de campanha, contudo, ainda depende das articulações partidárias e do ambiente político nacional nos próximos meses. Com informações: g1
