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Brasil avança no G20 e registra sexto maior crescimento econômico em 2025


Com alta de 2,3% no PIB e total de R$ 12,7 trilhões, país supera Estados Unidos no ranking e completa cinco anos seguidos de expansão.
Agropecuária foi o principal motor do crescimento do PIB brasileiro em 2025, que alcançou R$ 12,7 trilhões (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) Por: Editorial | 03/03/2026 15:36

O Brasil alcançou a sexta colocação no ranking de crescimento econômico entre os países do G20 em 2025, após registrar expansão de 2,3% no Produto Interno Bruto. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 3 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que informou que o PIB atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado.

O levantamento da Secretaria de Política Econômica, vinculada ao Ministério da Fazenda, comparou o desempenho das 16 economias do G20 que já divulgaram resultados consolidados. A liderança ficou com a Índia, que cresceu 7,5%, seguida por Indonésia, China, Arábia Saudita e Turquia. O Brasil aparece imediatamente à frente dos Estados Unidos, que tiveram expansão de 2,2%.

Segundo o IBGE, a agropecuária foi o principal vetor da atividade econômica em 2025, sustentando o avanço do PIB. O resultado marcou o quinto ano consecutivo de crescimento, embora em ritmo inferior ao observado em 2024, quando a economia havia avançado 3,4%. A desaceleração é atribuída à política monetária restritiva adotada ao longo do período.

De acordo com análise da Secretaria de Política Econômica, os juros elevados exerceram influência relevante sobre a atividade, contribuindo para o fechamento do chamado hiato do produto, indicador que mede a capacidade de crescimento da economia sem gerar pressões inflacionárias. Em termos práticos, a elevação das taxas reduziu o consumo e ajudou a conter a inflação, que permaneceu ao longo de 2025 acima da meta oficial de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Desde setembro de 2024, o Banco Central do Brasil, por meio do Comitê de Política Monetária, elevou a taxa Selic até 15% ao ano, patamar mantido desde junho de 2025 e o mais alto desde 2006. A taxa básica influencia as demais modalidades de crédito, encarecendo financiamentos, desestimulando investimentos e moderando o consumo.

Apesar do ambiente de juros elevados e da perda de dinamismo mais evidente no segundo semestre, 2025 encerrou com a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE.

Para 2026, a Secretaria de Política Econômica projeta novo crescimento de 2,3% do PIB. A expectativa é de desaceleração mais acentuada da agropecuária, compensada por maior ritmo na indústria e no setor de serviços. A possível redução da Selic, já sinalizada pelo Copom para a próxima reunião, nos dias 17 e 18 de março, tende a estimular investimentos e crédito. Medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais e a expansão do crédito consignado ao trabalhador do setor privado também são apontadas como fatores de estímulo à atividade econômica. Com informações: Agência Brasil




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