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Com penas de 5 a 7 anos, quadrilha é condenada por túnel até cofre do BB


Dos sete réus, apenas uma pessoa foi absolvida por tentativa de furto qualificado e formação de quadrilha
(Foto/Arquivo) Por: | 28/05/2023 18:08

A Justiça em Campo Grande condenou seis dos sete réus da tentativa de furto do Nuval (Núcleo de Valores do Banco do Brasil), em penas que variam de 5 a 7 anos de reclusão, em regime fechado. A mulher de um dos envolvidos foi absolvida de todas as acusações. 

A condenação data de 9 de agosto, assinada pela juiz da 2ª Vara Criminal, Olivar Augusto Roberti Coneglian. Os envolvidos foram presos no dia 22 de dezembro de 2019, depois de investigação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro).

A Polícia Civil passou a investigar a conexão de um mesmo individuo em dois assaltos a banco em Mato Grosso do Sul: em maio de 2016, quando foram levados R$ 1,1 milhão de agência do BB na avenida Afonso Pena e, em julho de 2019, quando bandidos roubaram R$ 300 mil de agência da Caixa. 

A investigação determinou que os roubos aconteceram para financiar o que seria o maior de todos, o do Nuval do BB, no bairro Coronel Antonino.

Nessa empreitada, o grupo abriu túnel ligando galpão localizado na rua Minas Gerais até o núcleo bancário. Os policiais chegaram a entrar no imóvel e encontraram o buraco de 4 metros de altura e 67 metros de comprimento, que culminaria no cofre da agência, com intuito de furtar R$ 200 milhões.

Na madrugada de 22 de dezembro, o Garras entrou nos imóveis usados pela quadrilha para frustrar o plano: dois foram mortos na ação: Antônio de Melo Leal, o “Barba” que coordenava a operação e José Williams Nunes Pereira. 

Seis réus foram condenados por tentativa de furto qualificado e formação de quadrilha: Bruno Oliveira de Souza, Francisco Marcelo Ribeiro, Gilson Aires da Costa, Lourinaldo Belisário de Santana, Robson Alves do Nascimento e Wellington Luiz dos Santos Júnior.

Bruno foi condenado a 5 anos, 6 meses e 14 dias de prisão; Francisco Marcelo Ribeiro, a 6 anos e 5 meses de reclusão e 76 dias-multa; Gilson Aires da Costa, Lourinaldo Belisário de Santana e Wellington Luiz dos Santos Junior tiveram penas iguais: foram condenados,   5 anos, 6 meses e 14 dias de prisão além de 67 dias-multa.

Em todos os casos, as penas tiveram redução pela confissão do crime e atenuante de não terem concretizado o crime, porém, não por vontade própria, mas por “condições alheias às suas vontades”. Segundo o magistrado, se a “intenção fosse, realmente, não prosseguir no cometimento dos crimes de roubo, os réus não teriam encerrado o túnel imediatamente abaixo do Banco do Brasil e realizado a perfuração do concreto". 

A maior pena recaiu sobre Robson Alves do Nascimento, considerado responsável pela organização e auxílio na logística, sendo sentenciado a 7 anos, 5 meses de prisão e 101 dias-multa por tentativa de furto qualificado, formação de quadrilha e receptação, já que um dos veículos encontrados no endereço em que ele foi preso tem relação com roubo em Pernambuco.

Os réus também foram condenados a indenizar, de forma solidária, R$ 47.567,28, ao Banco do Brasil, como pagamento de “reparação dos danos materiais provocados pela conduta dos condenados solidariamente à reparação”.

Robson Nascimento foi o único condenado a pagar 1/7 das custas processuais. O magistrado considerou que ele tem condições financeiras por ter apresentado ser construtor. Os outros, que declararam hipossuficiência e tiveram defesa promovida pela Defensoria Pública, não vão pagar pelos valores das custas.

O crime - Constatou-se que Wellington, Lourinaldo, Francisco e Bruno foram responsáveis pela escavação do túnel, sob a supervisão de “Barba”, que reportava a “Véio” o andamento do serviço. Bruno também seria responsável pelo transporte do dinheiro no caminhão. Gilson Aires foi recrutado para escavar, mas, com fobia, passou a prestar serviço de cozinheiro; Robson alugou o imóvel situado na Rua José Barbosa Rodrigues, nº 388, que servia como “quartel general” e cuidada das despesas da casa. 

Campo Grande News



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