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Funeral realizado após ataque a escola no sul do Irã, atribuído por autoridades iranianas aos Estados Unidos e a Israel (Foto: Amirhossein Khorgooei/ISNA/West Asia News Agency via Reuters).
Por: Editorial | 06/03/2026 07:29
A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) informou nesta quinta-feira (5) que pelo menos 192 crianças morreram em decorrência do conflito no Oriente Médio. Entre os mortos, 181 eram do Irã, sete do Líbano, três de Israel e uma do Kuwait.
“As crianças não começam guerras, mas pagam um preço inaceitavelmente alto”, declarou a organização em publicação nas redes sociais.
Na terça-feira (3), o Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou uma investigação sobre o ataque que atingiu uma escola de meninas no Irã, resultando em mortes. A porta-voz do órgão em Genebra, Ravina Shamdasani, afirmou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” das circunstâncias do bombardeio.
Segundo Shamdasani, cabe às forças responsáveis pelo ataque investigar o caso e divulgar informações sobre o ocorrido, mas o escritório não apontou nenhum responsável específico pela ofensiva. “Isso é absolutamente horrível. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a destruição, o desespero, a falta de sentido e a crueldade deste conflito”, afirmou.
O ataque à escola ocorreu no sábado (28), primeiro dia dos bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”, enquanto Israel informou que está investigando o incidente.
O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, enviou carta ao alto comissário da ONU em 1º de março classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”, relatando a morte de 150 estudantes. Até o momento, o escritório de direitos humanos da ONU declarou não possuir informações suficientes para determinar se o bombardeio pode ser caracterizado como crime de guerra. Com informações: g1
