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Filha nega abandono e diz que idosa acamada possui renda e imóveis em Campo Grande


Mulher afirma que mãe de 80 anos recebe pensões, tem casas para aluguel e que família busca instituição adequada para acolhimento.
Idosa de 80 anos permanece acamada na residência onde vive, no bairro Jardim Centenário, em Campo Grande (Foto: Geniffer Valeriano) Por: Editorial | 06/03/2026 14:52

A filha da idosa de 80 anos encontrada acamada em uma residência no Jardim Centenário, em Campo Grande, afirmou que a mãe não vive em situação de abandono. Em declaração à imprensa, a mulher disse que a idosa possui renda própria, recebe duas pensões e ainda conta com imóveis alugados, o que, segundo ela, descarta qualquer condição de vulnerabilidade financeira.

De acordo com a filha, além da casa onde reside, a idosa possui três imóveis destinados a locação. Ela sustenta que a mãe tem condições de custear os próprios cuidados e que não depende de doações ou ajuda financeira de terceiros.

A mulher também contestou relatos de conhecidos da idosa que denunciaram uma possível situação de abandono. Segundo ela, a versão apresentada por essas pessoas não corresponderia aos fatos e teria sido influenciada pelo comportamento da própria mãe.

Ainda conforme o relato, embora a idosa aparente estar lúcida, a filha acredita que há sinais de que a saúde mental da mãe não esteja plenamente preservada. Ela afirmou possuir documentos que comprovariam que acompanha a situação da idosa e presta assistência sempre que possível.

A filha declarou que o relacionamento entre ambas é marcado por conflitos antigos. Segundo ela, tanto ela quanto o irmão, que reside atualmente em Portugal, tentam manter contato com a mãe, mas frequentemente são rejeitados e expulsos da residência. A mulher também afirmou que já recebeu ameaças e ofensas por parte da idosa em diversas ocasiões.

De acordo com a filha, há cerca de dois anos a mãe chegou a registrar denúncia contra os filhos no Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Após investigação e avaliação realizada por equipes técnicas, o procedimento foi arquivado sem a constatação de situação de vulnerabilidade financeira, alimentar ou social.

Ela relatou ainda que tem acompanhado a mãe desde o final do ano passado, período em que a idosa sofreu uma queda e fraturou o fêmur. A mulher afirmou que a mãe foi atendida na Santa Casa, passou por cirurgia e chegou a contar com cuidadora particular durante a recuperação.

Segundo a filha, um dos episódios mais recentes ocorreu no fim de fevereiro, quando a idosa teria dispensado a cuidadora contratada. Ao tentar intervir na situação, a mulher afirmou ter sido novamente insultada e expulsa da residência.

Após o ocorrido, ela informou ter procurado órgãos públicos, como unidade de saúde, assistência social, Creas, promotoria e delegacia, na tentativa de buscar medidas emergenciais para garantir o atendimento adequado à idosa.

Paralelamente, a família afirma estar procurando uma instituição que possa acolher a mulher de forma permanente. A filha diz que a mãe possui recursos suficientes para custear o serviço, mas resiste à ideia de ser encaminhada para uma instituição de longa permanência.

O caso ganhou repercussão após amigos da idosa relatarem que ela estaria sozinha em casa, acamada e dependendo da ajuda de conhecidos para alimentação, higiene e outras necessidades básicas. Segundo essas pessoas, um grupo se organiza para auxiliá-la enquanto tentam buscar apoio das autoridades. Com informações: Campo Grande News




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