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Explosões em depósitos de combustível escurecem céu de Teerã e provocam alerta de possível chuva ácida


Ataque ocorreu após ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra refinaria de petróleo iraniana e gerou intensa poluição atmosférica na capital.
Explosões e incêndios em depósitos de combustível lançaram grande quantidade de fumaça na atmosfera, escurecendo o céu de Teerã e levantando alerta ambiental (Foto: Majid Asgaripour/WANA via Reuters). Por: Editorial | 09/03/2026 07:18

Um ataque contra um depósito de combustíveis em Teerã, capital do Irã, ocorrido no domingo, 8 de março de 2026, gerou uma grande coluna de fumaça que encobriu o céu da cidade e levou autoridades locais a emitir um alerta sobre o risco de ocorrência de chuva ácida nos próximos dias.

A ofensiva aconteceu um dia após uma ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel que teve como alvo uma refinaria de petróleo situada na região. As explosões e os incêndios em estruturas ligadas ao armazenamento e processamento de combustíveis lançaram grandes quantidades de gases e partículas poluentes na atmosfera.

Com a intensa liberação de fumaça e fuligem, o céu da capital iraniana ficou extremamente escuro, criando um cenário em que a luminosidade natural foi drasticamente reduzida. O fenômeno fez com que moradores relatassem que o dia parecia ter se transformado em noite, devido à densa camada de poluentes suspensa no ar.

Diante da deterioração da qualidade do ar, autoridades recomendaram que a população evite permanecer em ambientes externos. A orientação inclui o uso de máscaras de proteção para aqueles que precisarem sair de casa, além de atenção aos possíveis efeitos da poluição atmosférica.

O escurecimento do céu ocorre porque incêndios de grande escala liberam fuligem e outras partículas microscópicas que permanecem suspensas na atmosfera. Esse material forma uma espécie de nuvem densa de poluição que bloqueia e dispersa a luz solar, reduzindo significativamente a claridade que chega ao solo.

Dependendo das condições meteorológicas, como direção dos ventos e correntes atmosféricas, essas partículas podem se deslocar para outras regiões, ampliando o alcance da poluição e afetando áreas além da capital iraniana.

Além do impacto visual e da poluição do ar, especialistas alertam para a possibilidade de formação de chuva ácida. Esse fenômeno ocorre quando gases poluentes liberados na atmosfera reagem com o vapor d’água presente no ar e originam compostos ácidos que retornam à superfície por meio da precipitação.

Entre os principais gases responsáveis por esse processo estão o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio, frequentemente liberados durante a queima de combustíveis fósseis em instalações industriais, refinarias e depósitos de petróleo. Ao reagirem na atmosfera, esses gases podem formar substâncias como ácido sulfúrico e ácido nítrico, que se dissolvem nas gotas de água presentes nas nuvens.

Quando essas substâncias retornam à superfície na forma de chuva, o pH da água se torna mais ácido do que o normal. Dependendo da intensidade da poluição e das condições climáticas, esse tipo de precipitação pode causar impactos ambientais.

Entre os efeitos mais comuns estão danos à vegetação, alterações químicas no solo e em corpos d’água, além de prejuízos a organismos aquáticos. A chuva ácida também pode acelerar processos de corrosão em metais e provocar desgaste em edifícios, monumentos e outras estruturas urbanas.

Especialistas ressaltam, no entanto, que o principal risco imediato para a população costuma estar relacionado à poluição atmosférica provocada pelos incêndios e explosões. Embora a chuva ácida raramente seja forte o suficiente para causar queimaduras na pele, ela pode transportar partículas contaminantes que comprometem ainda mais a qualidade ambiental. Com informações: g1




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