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Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos responsável por políticas relacionadas ao Brasil, cuja visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão foi solicitada ao STF (Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA).
Por: Editorial | 10/03/2026 13:20
O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber na prisão a visita do assessor do governo norte-americano Darren Beattie. O pedido foi apresentado pela defesa do ex-presidente e aguarda análise do magistrado.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele está detido no presídio conhecido como Papudinha, em Brasília. De acordo com as regras estabelecidas no processo, as visitas ao ex-chefe do Executivo dependem de autorização prévia do relator do caso no STF.
Segundo o requerimento protocolado pela defesa, a solicitação pede autorização excepcional para que Beattie realize a visita nos dias 16 ou 17 de março. Normalmente, os encontros com o ex-presidente são permitidos às quartas-feiras e aos sábados.
Nomeado em fevereiro para atuar no Departamento de Estado dos Estados Unidos, Beattie é responsável por acompanhar e propor políticas relacionadas ao Brasil dentro da gestão do presidente Donald Trump. O assessor é crítico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também da atuação de Moraes no julgamento que resultou na condenação de Bolsonaro.
A visita ocorre em meio a discussões políticas e diplomáticas envolvendo os dois países. Nos Estados Unidos, setores do governo debatem a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas estrangeiras. O governo brasileiro tem atuado para evitar essa classificação.
Beattie também já protagonizou episódios de repercussão diplomática envolvendo o Brasil. Em 2025, uma publicação nas redes sociais com críticas ao ministro Alexandre de Moraes levou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a convocar representantes diplomáticos dos Estados Unidos para prestar esclarecimentos.
Além disso, o assessor já esteve envolvido em outras controvérsias. Durante o primeiro mandato de Donald Trump, atuou como redator de discursos da Casa Branca, mas foi demitido em 2018 após participar de um evento associado a grupos nacionalistas brancos. Beattie também enfrentou críticas por declarações consideradas racistas e sexistas publicadas em redes sociais. Com informações: g1
