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Professor é investigado por aliciar alunos através de rede social escolar em Anastácio


Docente de 42 anos utilizava perfil oficial de instituição de ensino para solicitar imagens íntimas de adolescentes em troca de benefícios financeiros e lanches.
Fachada da Escola Estadual Romalino Alves de Albres, em Anastácio, onde o suspeito atuava e gerenciava as plataformas digitais utilizadas nos supostos crimes (Foto: Reprodução/Redes Sociais). Por: Editorial | 12/03/2026 14:12

As autoridades policiais de Anastácio investigam uma grave denúncia de exploração sexual envolvendo um educador de 42 anos, identificado pelas iniciais U.A.P. O suspeito é acusado de utilizar a conta oficial da Escola Estadual Romalino Alves de Albres para abordar e aliciar estudantes menores de idade. O esquema foi desarticulado no final de fevereiro, após uma colega de profissão assumir a gestão das redes sociais da unidade escolar e identificar notificações de mensagens com conteúdo explícito. O acesso indevido era possível porque o perfil institucional ainda estava vinculado ao dispositivo pessoal do investigado, que anteriormente geria a página.

Segundo os registros do boletim de ocorrência, as práticas ilícitas perduravam desde o ano de 2023. O docente se valia de sua posição de autoridade para oferecer vantagens financeiras, custeio de transportes por aplicativos e refeições em troca de fotografias de nudez. Com o intuito de ocultar evidências e dificultar o trabalho da perícia, o homem instruía as vítimas a utilizarem o recurso de visualização única do aplicativo e priorizava a realização de chamadas de vídeo. Além do contato digital, há relatos de que o professor incentivava os adolescentes a comparecerem à sua residência sob promessa de discrição absoluta.

O episódio provocou comoção e revolta na população local, intensificando o debate sobre a segurança de menores no ambiente escolar e digital. A Polícia Civil trabalha agora no mapeamento completo das interações virtuais para precisar a quantidade de jovens afetados e consolidar o inquérito. O docente poderá responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal, enquanto a comunidade aguarda o desfecho das apurações e a responsabilização jurídica do envolvido. Com informações: Estado Diário




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