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Nasa desenvolve tecnologia que permite robôs explorarem oceanos congelados de Europa


Novos chips resistem a temperaturas de -180°C e radiação intensa, abrindo caminho para missões em mundos oceânicos e futuras bases humanas na Lua e em Marte.
Ilustração artística mostra a sonda Europa Clipper sobrevoando a superfície gelada da lua Europa, de Júpiter, e uma representação do oceano escondido sob o gelo (Foto: Nasa) Por: Editorial | 13/03/2026 07:15

Cientistas financiados pela Nasa anunciaram um avanço significativo na exploração de Europa, lua de Júpiter, ao desenvolver componentes eletrônicos capazes de operar em condições extremas. A tecnologia permite que equipamentos resistam a temperaturas de até -180°C e a níveis de radiação 50 vezes superiores ao limite letal para seres humanos, sem necessidade de proteção adicional.

Europa, assim como Ganimedes, Encélado e Titã, é classificada como um “mundo oceânico”, ou seja, corpos celestes que escondem oceanos de água líquida sob grossas camadas de gelo. Esses locais são considerados promissores na busca por vida extraterrestre, pois podem apresentar condições semelhantes às dos oceanos primordiais da Terra, onde a vida surgiu.

Até o momento, missões para a Lua e Marte utilizavam caixas aquecidas para proteger os circuitos eletrônicos, uma solução inviável para locais distantes como Europa, devido ao custo e à complexidade. A nova abordagem emprega chips de silício-germânio que apresentam desempenho aprimorado com a redução da temperatura, aproveitando o frio extremo para operar de forma mais rápida e estável. Além disso, a composição do material oferece maior resistência à radiação.

A Nasa destacou a criação de um sistema de comunicação por rádio funcional a -180°C sob intensa radiação, em um componente menor que uma unha. Essa tecnologia poderia conectar sensores localizados no fundo de oceanos alienígenas a módulos de pouso, satélites em órbita ou robôs perfuradores, conhecidos como criorobôs, destinados a atravessar dezenas de quilômetros de gelo para alcançar a água.

O desenvolvimento também é aplicável a ambientes menos extremos, como crateras sombreadas da Lua e regiões frias de Marte, onde o gelo pode ser explorado como recurso estratégico para futuras bases humanas. A tecnologia foi validada em laboratório e os arquivos de design estão disponíveis para utilização em missões futuras da Nasa.

A sonda Europa Clipper, lançada em outubro de 2024, deve chegar à lua em 2030, com o objetivo de investigar se o oceano sob o gelo possui condições favoráveis à vida. O avanço nos componentes eletrônicos é parte de um esforço mais amplo para preparar missões futuras que possam pousar em Europa, perfurar o gelo e explorar seu oceano de forma direta. Com informações: g1




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