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Mulher trans sofreu agressões físicas e psicológicas cometidas por três jovens, incluindo ex-companheiro (Delegacia de Ponta Porã / Divulgação/PCMS)
Por: Editorial | 16/03/2026 16:24
Três jovens tiveram suas prisões em flagrante convertidas em preventiva neste domingo (15) pela Justiça de Ponta Porã, município localizado a 334 quilômetros de Campo Grande. A decisão ocorreu após denúncias de cárcere privado, tortura física e psicológica, que resultaram na gravação de uma suástica no braço de uma mulher trans.
A vítima relatou que o crime aconteceu após um reencontro com seu ex-companheiro, que a teria convencido a acompanhá-lo até a residência de um casal sob a justificativa de receber o pagamento por um serviço de corte de grama.
No local, ela foi separada do ex-companheiro e levada a um escritório, onde se deparou com um dos agressores sentado em frente a um frasco contendo uma porção de sangue. A vítima teria sido obrigada a enterrar o conteúdo, e, ao recusar, foi ameaçada de morte e imediatamente imobilizada.
Durante o período em que esteve sob custódia dos suspeitos, sofreu agressões com um taco de sinuca e uma vassoura, além de socos, joelhadas e pisões. O ex-companheiro teria auxiliado na imobilização, tentando inclusive laçar o pescoço da vítima com uma faixa de Jiu-Jitsu. Uma das envolvidas danificou o celular da vítima com uma faca, impedindo que ela pedisse ajuda.
Segundo o relato, um dos agressores ordenou que a faca fosse aquecida no fogo e utilizada para causar uma queimadura no braço esquerdo da vítima, formando um desenho semelhante à suástica nazista. Após as agressões, a vítima foi liberada sob ameaças de morte caso relatasse o ocorrido. Ela buscou refúgio próximo à rodoviária, onde a Polícia Militar foi acionada.
Com as informações fornecidas, a guarnição localizou o ex-companheiro nas proximidades, que confessou ter agredido a vítima com dois socos e auxiliado na contenção durante parte das agressões. Posteriormente, os demais suspeitos foram encontrados na residência e conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para as providências legais. Com informações: PCMS
