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No Dia Internacional da Síndrome de Down, histórias mostram autonomia e inclusão em Campo Grande


Associação destaca conquistas no estudo, trabalho e independência de pessoas com a condição.
(Foto: Henrique Arakaki) Por: Editorial | 21/03/2026 08:55

Celebrado em 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down reforça a importância da inclusão e do reconhecimento das capacidades das pessoas com a condição genética. Em Campo Grande, a Associação Juliano Varela reúne histórias que mostram avanços no estudo, no mercado de trabalho e na autonomia.

A síndrome de Down é uma condição genética que pode trazer características físicas específicas e possíveis atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo, além de maior propensão a algumas condições de saúde. No entanto, especialistas reforçam que não se trata de uma doença.

Na associação, pessoas com diferentes tipos de deficiência participam de atividades de alfabetização, educação de jovens e adultos, esportes, artes e formação profissional. Para a diretora pedagógica Elúzia Alves dos Santos, a principal mudança necessária passa pela informação e pela forma como a sociedade enxerga essas pessoas.

Segundo ela, antes de qualquer diagnóstico, é fundamental reconhecê-las como indivíduos com potencial e habilidades próprias. O trabalho da entidade busca justamente ajudar cada aluno a descobrir caminhos de desenvolvimento e participação social.

A coordenadora de projetos sociais Stephanie Nery da Silva explica que a instituição também atua com o chamado mercado de trabalho apoiado, modelo em que a entidade acompanha tanto o trabalhador quanto a empresa durante o processo de inclusão profissional.

Ela destaca que, apesar do avanço da educação e das políticas de inclusão, ainda existem desafios, como o preconceito e a superproteção familiar. Mesmo assim, cada nova oportunidade de trabalho contribui para ampliar a presença dessas pessoas em diferentes espaços da sociedade.

Histórias de conquistas

Entre os exemplos está Bruno Serpa, de 33 anos, que estuda na instituição e trabalha na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, onde ajuda na distribuição de jornais, convites e documentos.

Outro aluno, Leandro Santim Junior, de 30 anos, também atua no local e participa de atividades culturais, como banda e capoeira.

A autonomia também aparece na rotina de Helena Dayse Santos, de 33 anos, que trabalha em um supermercado e sonha em seguir carreira na área da culinária.

Já Alison Romeiro, de 25 anos, e Ruanna Carla Massura Said, de 30 anos, trabalham no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, onde realizam atividades administrativas e destacam a importância da educação no dia a dia.

Histórias como essas ajudam a mudar a percepção de que pessoas com síndrome de Down seriam eternas crianças. Cada vez mais, elas demonstram que podem estudar, trabalhar, conquistar autonomia e construir a própria trajetória. Com informações: Midia Max.




Diário do Interior MS
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