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Mulher é presa na Bahia por manter irmã com deficiência em cárcere e condições desumanas


Vítima foi encontrada confinada em espaço improvisado, sem ventilação e com indícios de negligência e violência.
Cômodo improvisado onde vítima era mantida em condições precárias na zona rural de Paulo Afonso (Foto: Ascom/PCBA) Por: Editorial | 23/03/2026 08:11

Uma mulher de 44 anos foi presa em flagrante suspeita de manter a própria irmã, de 50 anos, em situação de cárcere privado e maus-tratos no povoado Juá, zona rural de Paulo Afonso. A vítima, que possui deficiência intelectual, foi localizada em condições consideradas degradantes pelas autoridades.

A ação ocorreu na sexta-feira (20), após denúncia anônima indicar que uma pessoa estaria sendo mantida em situação insalubre dentro de uma residência. Diante das informações, equipes da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher se deslocaram até o endereço, acompanhadas por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

No local, os agentes encontraram a vítima trancada em um pequeno cômodo adaptado de forma precária, semelhante a uma cela improvisada. O espaço era cercado por cordas, arames farpados e apresentava mecanismos de fechamento que impediam a saída, além de não possuir ventilação adequada.

Segundo a polícia, o ambiente apresentava acúmulo de sujeira, presença de insetos e estrutura inadequada para permanência humana, contando apenas com uma base de cimento utilizada como leito. Também não foram identificadas condições adequadas de acesso à água e alimentação, o que reforça a suspeita de abandono e negligência prolongada.

A vítima apresentava sinais de fragilidade física e emocional e relatou às autoridades que sofria agressões frequentes, além de viver sob restrição constante de liberdade. Ela recebeu atendimento médico no local e foi encaminhada para uma unidade de saúde para avaliação.

A suspeita foi detida em flagrante e conduzida à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Bahia, que apura a duração das agressões e a possível participação de terceiros.

A mulher poderá responder pelos crimes de cárcere privado e maus-tratos, com agravantes devido à condição de vulnerabilidade da vítima. Com informações: Bacci Notícias




Diário do Interior MS
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