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PGR recomenda prisão domiciliar para Bolsonaro devido a quadro de saúde


Procurador-geral Paulo Gonet cita pneumonia e comorbidades do ex-presidente como justificativa para flexibilização do regime.
Ex-presidente Jair Bolsonaro está internado em Brasília para tratamento de pneumonia e segue sob cuidados médicos intensivos (Foto: Getty Images via BBC) Por: Editorial | 23/03/2026 10:52

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) favorável à concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente detido na Papudinha, em Brasília. O parecer será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Em 13 de março, o ex-presidente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital para tratamento de pneumonia decorrente de broncoaspiração. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, a evolução clínica do ex-presidente recomenda a flexibilização do regime, alinhada a situações semelhantes já admitidas pelo STF.

No parecer, Gonet ressalta que a concessão da prisão domiciliar atende ao dever de preservação da integridade física e moral de pessoas sob custódia do Estado. A equipe médica de Bolsonaro apontou que o quadro de comorbidades do ex-presidente o expõe a risco iminente de novos episódios de mal-estar, situação que o ambiente familiar estaria melhor preparado para atender.

Bolsonaro está atualmente na Papudinha em cela de 64,83 m², com quarto, banheiro privativo, cozinha, área externa e equipamentos de ginástica. Ele conta com atendimento médico diário, tanto de profissionais da unidade quanto de sua equipe particular. Apesar disso, no início de março, Moraes havia negado pedido anterior de prisão domiciliar, destacando que o ex-presidente não atendia aos critérios excepcionais exigidos. Na ocasião, a perícia da Polícia Federal indicou que não havia necessidade de transferência hospitalar, mesmo reconhecendo a complexidade do quadro clínico.

O boletim médico mais recente, divulgado em 22 de março pelo Hospital DF Star, indicou que Bolsonaro se encontra clinicamente estável, sem febre ou intercorrências, mas ainda sem previsão de alta. Ele permanece com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro apresenta complicações de saúde desde sua prisão. Em setembro do ano passado, ainda em prisão domiciliar, precisou de atendimento por vômitos, tontura e queda de pressão arterial. Em janeiro de 2026, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, precisou de internação após bater a cabeça na cela. A transferência para a Papudinha ocorreu no mesmo mês, com apoio de fisioterapia e médicos 24 horas. Com informações: g1




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