|
Hoje é Quarta-feira, 25 de Março de 2026.
Uso de cigarros eletrônicos cresce entre adolescentes e preocupa autoridades de saúde (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 25/03/2026 09:36
O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes brasileiros cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgados pelo IBGE, mostram que 29,6% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram dispositivos como vape, pod ou e-cigarette — o equivalente a quase 3 em cada 10 jovens.
Em 2019, esse percentual era de 16,8%, o que evidencia uma alta significativa no período.
O avanço é ainda mais preocupante quando analisado o uso recente (nos últimos 30 dias), que saltou de 8,6% para 26,3% — um aumento superior a 300%.
A pesquisa revela que o uso é mais comum entre meninas (31,7%) do que entre meninos (27,4%). Também é mais frequente na rede pública de ensino (30,4%) do que na privada (24,9%).
Regionalmente, os maiores índices estão no Centro-Oeste (42%) e no Sul (38,3%). Já as regiões Norte (21,5%) e Nordeste (22,5%) apresentam os menores percentuais.
Enquanto isso, o consumo de outros produtos caiu:
Segundo o IBGE, os dados indicam uma possível substituição do narguilé pelos cigarros eletrônicos, especialmente entre estudantes de escolas particulares.
Apesar de proibidos no Brasil pela ANVISA, os cigarros eletrônicos seguem acessíveis, principalmente pela internet e redes sociais.
A OMS alerta que adolescentes têm até nove vezes mais probabilidade de usar esses dispositivos do que adultos.
Os vapes são frequentemente vendidos como alternativa “menos nociva”, mas contêm substâncias prejudiciais, como:
Para enfrentar o problema, o Programa Saúde na Escola (PSE), iniciativa dos ministérios da Saúde e da Educação, inclui ações de prevenção ao uso de tabaco.
No entanto, em 2024, apenas 48,5% dos estudantes de escolas públicas participantes do programa tiveram acesso a ações específicas sobre o tema — número inferior aos 51,4% registrados em 2019.
A PeNSE 2024 também trouxe outros indicadores preocupantes:
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes voltadas à saúde, segurança e bem-estar dos adolescentes no país. Com informações: g1
